Descoberta nova planta fóssil em São Pedro da Cova

São Pedro da Cova foi um importante complexo mineiro, de onde se extraía cerca de 70 por cento da produção nacional de carvão. A realidade hoje é bem diferente. Dos tempos áureos sobram apenas vestígios e um campo fértil para a investigação na área da Paleontologia.

Quando estudava no ensino básico, Pedro Correia descobriu a sua vocação. Queria ser paleontólogo. Os documentários que via na televisão foram a influência mais forte. Na faculdade optou pelo curso de Geologia. Mais tarde, em 2009, também na Universidade do Porto, chegou onde sempre quis - a um doutoramento em Paleontologia.

São Pedro da Cova, em Gondomar, tem sido o campo de trabalho de Pedro Correia e equipa. Inserida na bacia do Douro tinha, há 300 milhões de anos, características únicas.

O trabalho de campo em São Pedro da Cova começou ao mesmo tempo do doutoramento. Na última década, Pedro Correia já fez muitas descobertas, que são únicas, garante o investigador do Instituto das Ciências da Terra, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Em São Pedro da Cova, onde antes havia terras secas, cobertas de vegetação, local onde Pedro Correia trabalhou nos últimos anos, está a nascer uma zona de habitacional, com moradias de grande dimensão. Foi aqui que fez a descoberta mais recente, que é mais uma nova espécie de planta, com cerca de 300 milhões de anos.

Enquanto tiver campo de trabalho disponível, Pedro Correia vai dar continuar a trabalhar em São Pedro da Cova, onde concentra a maioria das escavações que faz, sendo que a área de investigação alarga-se até às minas do Pejão.

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