FIEL DEFUNTO II, ou o nome que for 

Germano Almeida, o escritor cabo-verdiano, Prémio Camões 2018, é homenageado esta quinta-feira na cidade da Praia. Com o pré-anuncio de um novo livro.

Há personagens assim. Teimosas. Não largam a vida do criador, ou melhor, do contador.

Germano Almeida rende-se e fala com elas. Senta-se ao computador e dá-lhes vida. Dá com ele a falar com " aquela gente", a ouvi-los, e não resiste. Desta vez, ao contrário do luto que ele próprio faz das personagens, desta vez não foi assim. E, até ao final do ano, o novo livro vai ser entregue ao leitor.

A estória já deve ter andado umas boas páginas, desde que conversámos, no Mindelo, onde vive. Foi em abril. O encontro foi na casa de Germano.

A casa, que também tem o seu enredo. Na verdade, é meia casa, se seguimos o traço da planta desenhada por um arquiteto amigo.

Também ficamos a saber porque é que se veste de branco, quase sempre. Solta uma gargalhada " porque gosto". E até confessa que quando veste fato, se lhe acontece ver a imagem refletida no espelho, ou numa vitrine, não se reconhece " não sou eu".

Esta quinta-feira, no encontro de escritores de Língua Portuguesa, organizado pela UCCLA, ele é o homenageado. Terá ao lado outro Prémio Camões, Arménio Vieira.

Não vão faltar estórias. Em português ou em crioulo. Com meninos e jovens da cidade da Praia, à escuta e à conversa. O tema deste ano é a literatura infantojuvenil.

Enquanto a sessão não começa, voltamos à casa de Germano Almeida.

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