La Bohème não estreou no São Carlos. Trabalhadores do teatro e da CNB estão em greve

Trabalhadores do São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado já negociaram com o Governo, mas ainda não há acordo.

Era dia de estreia, mas a greve não deixou. A primeira apresentação da ópera La Bohème no São Carlos estava marcada para esta sexta-feira, mas a greve levada a cabo pelos trabalhadores do teatro e pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) não permitiu que chegasse a acontecer.

A paralisação teve início nesta sexta-feira e vai, para já, manter-se. André Albuquerque, do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, explicou em declarações à TSF que não vai afetar apenas apresentações da ópera La Bohème.

"Os trabalhadores decidiram manter a greve a este espetáculo e, naturalmente, ao espetáculo Dom Quixote - que ia acontecer em julho, no Porto, pela CNB - e ainda a todo o festival 'ao Largo'. Além disso, decidiram também que os trabalhadores da CNB, bailarinos e técnicos, que vão estar na China na semana que vem, irão dançar e fazer o seu espetáculo mas estarão em protesto. Não participarão em nenhum ato oficial marcado pelas entidades nacionais que lá estarão presentes ou pela embaixada local", revelou.

Já houve uma aproximação entre o sindicato e o Governo mas, explica André Albuquerque, não foi suficiente para suspender a greve.

"Na quarta-feira passada foi apresentado um último documento que prova que realmente houve uma aproximação entre nós, o conselho de Administração e o Governo, mas não foi garantida a questão fundamental e que deu origem a isto tudo: a harmonização salarial dos técnicos do São Carlos com os da CNB. Achamos difícil de entender que esta questão não seja assegurada pelo Governo, principalmente pelo ministério das Finanças", explica André Albuquerque, acrescentando que os trabalhadores não têm "forma de acreditar" que caso a greve fosse suspensa, a questão seria resolvida.

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