"Salvar vidas não é um crime" em debate em Lisboa

O filme "Iuventa", de Michele Cinque, serve de ponto de partida para uma conversa sobre a crise dos refugiados no Mediterrâneo. Miguel Duarte, constituído arguido em Itália por alegado auxílio à imigração ilegal, é um dos convidados.

Miguel Duarte é uma das dez pessoas que estão a ser investigadas pelas autoridades italianas, depois de o barco onde faziam os resgates ter sido apreendido pela polícia italiana. O barco chama-se "Iuventa" e operava em águas internacionais desde o verão de 2016. Um ano mais tarde, o navio foi intercetado pela polícia italiana na ilha de Lampedusa e, desde então, está na posse das autoridades.

Miguel Duarte trabalhava para a organização não-governamental (ONG) alemã Jugend Rettet que operava o barco no resgate de migrantes no Mediterrâneo e está agora sob investigação e pode vir a enfrentar 20 anos de prisão por auxílio à imigração ilegal.

O caso do português levou o Cinema Monumental a organizar, em parceria com o HuBB (Humans Before Borders), uma sessão e um debate sobre o tema . Este domingo, pelas 16h30, vai ser exibido o filme "Iuventa", de Michele Cinque, que tenta retratar esta "Juventude que salva" (do alemão "Jugend Rettet").

O filme segue o trabalho da ONG, desde a primeira missão no Mediterrâneo até à apreensão do navio, depois de terem salvado cerca de 14000 vidas.

Depois da projeção do filme, haverá uma conversa com Miguel Duarte, Michele Cinque (realizador), Juan Branco (advogado) e Ricardo Esteves Ribeiro (jornalista e co-fundador da Fumaça, plataforma de jornalismo independente). As receitas desta sessão solidária vão reverter para a campanha "Salvar vidas não é um crime".

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