Uma orquestra que toca com o pé na areia para ouvir à borla

A Orquestra Clássica do Sul vai atuar em duas praias nos próximos dois fins de semana. Música à beira mar para quem anda por estes dias de calções e chinelos.

Na sala das instalações da Orquestra o maestro John Avery ensaia com o agrupamento as músicas que vai tocar nos concertos agendados para os dois próximos fins de semana. São concertos diferentes que se vão realizar em plena praia para um público informal. A ideia é levar a música a pessoas fora de uma sala de espetáculo.

As condições do tempo é o que mais preocupa o maestro. "O maior problema é o vento que pode fazer voar as partituras por todo o lado", explica John Avery. "Mas o que teremos aqui é um concerto informal, também para uma audiência informal, para pessoas em trajes de banho",graceja o maestro que desafia o público a bater palmas e o pé ao som da música.

Com o mar ao lado, de calções, t-shirt ou fato de banho, qualquer um pode assistir, vestido de qualquer maneira. Neste sábado há um concerto em pleno areal da Praia da Rocha, em Portimão. Daí por uma semana, na Ilha do Farol.

Para aqui, para a Ilha do Farol, os músicos terão que transportar os instrumentos de barco. Nada que os preocupe. "Penso que vai ser divertido", afirma o violinista romeno Laurentiu Simões. Também Helena Duarte, outra violinista espera que a atuação chame muita gente. "Durante o concerto há sempre gente a chegar, e no final temos sempre mais pessoas do que no início, o que é positivo".

O reportório escolhido pelo maestro será bem conhecido do grande público, desde músicas de filmes, passando pelos sons dos Beatles ou por clássicos, como o Nessum Dorma de Puccini, músicas que entram bem no ouvido e que fazem parte do nosso imaginário.

"São músicas alegres, não haverá motivo para chorar", garante, a rir, o maestro.

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