José Carlos Costa Barros conquista Prémio Leya 2021 com "As Pessoas Invisíveis"

Além de Manuel Alegre, o júri da edição deste ano foi constituído por Ana Paula Tavares, Isabel Lucas, José Carlos Seabra Pereira, Lourenço do Rosário, Nuno Júdice e Paulo Werneck.

José Carlos Costa Barros venceu o Prémio Leya 2021, por unanimidade do júri, com a obra "As Pessoas Invisíveis", anunciou esta terça-feira a organização.

O anúncio foi feito na sede do grupo LeYa, em Alfragide, nos arredores de Lisboa, depois de dois dias de reuniões do júri ao qual presidiu Manuel Alegre.

Em declarações à TSF, o autor mostra-se surpreendido, mas muito contente com a distinção. "Estou muito feliz, ainda um bocadinho incrédulo. Quando se concorre a um prémio, penso que há sempre uma esperança de poder vencê-lo", diz, sublinhando que devido ao número de originais em concurso, "as probabilidades estão muito contra cada uma das pessoas que concorre".

José Carlos Costa Barros explica que o livro estava a ser escrito há seis anos e que foi finalmente terminado durante o período da pandemia. O autor revela que, apesar de não ser um romance histórico, é baseado no que se passou em São Tomé e Príncipe, nos anos 50.

"Procurei falar sobre estas pessoas que não têm um rosto, por exemplo, os escravos, que correspondem ao mais baixo grau de indignidade que existe. Este livro vai, de facto, um pouco à escravatura e a um acontecimento de fevereiro de 1953, em São Tomé e Príncipe", refere.

Além do escritor Manuel Alegre, o júri da edição deste ano foi constituído pela poetisa angolana Ana Paula Tavares, pela jornalista portuguesa Isabel Lucas, pelo professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, pelo professor de Letras e ex-reitor da Universidade Politécnica de Maputo Lourenço do Rosário, pelo escritor Nuno Júdice e pelo editor, jornalista e tradutor brasileiro Paulo Werneck.

O Prémio LeYa "é atribuído por prova cega, sendo a autoria dos romances desconhecida ao longo de todo o processo de leitura e avaliação". "A autoria do romance vencedor, selada em sobrescrito, apenas é conhecida depois de tomada a decisão do júri", explica o grupo editorial.

Em 2010, 2016 e em 2019 o júri não atribuiu o galardão, justificando "falta de qualidade" das obras candidatas. No ano passado, o prémio foi suspenso por causa da pandemia.

* Notícia atualizada às 14h40

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