José Mário Branco "fugia ao caminho fácil" e fazia tudo com "elevação"

Camané lamenta a morte do produtor que se "apaixonou pelo fado".

"Em estado de choque" com a notícia da morte de José Mário Branco esta terça-feira, aos 77 anos, Camané destacou "um dos artistas da música portuguesa de sempre".

"Está muito para além de um cantor de intervenção. É um artista extraordinário, um produtor fantástico", afirmou o fadista na TSF, lamentando a perda de "um amigo, uma pessoa de quem gostava muito".

José Mario Branco foi durante 20 anos produtor de Camané e sempre "fugia ao caminho fácil".

"Primeiro estava o bom-gosto, a estética, os valores musicais" que defendia, conta Camané. "Tudo o que fazia era com sentido de qualidade, bom gosto, elevação."

Era tanto José Mário Branco que propunha canções a Camané, como o fadista que pedia músicas ao produtor. "Foi uma pessoa que se apaixonou pelo fado."

José Mário Branco "percebeu o ambiente musical e deu o seu melhor". Em estúdio, o produtor "dava o seu contributo - que era fantástico - mantendo a estética do estilo musical". Tudo o que fazia "era com pinças para não desvirtuar a autenticidade" da música.

Camané conta a ainda que conheceu José Mário Branco aos 18 anos, no Bairro Alto, em Lisboa. "Foi o Carlos do Carmo que mo apresentou."

Entre as muitas músicas com assinatura de José Mário Branco que marcaram o fadista, hoje, dia, da morte do músico e compositor, vem à memória de Camané a canção "Emigrantes da Quarta Dimensão" (1997). "Hoje de manhã só me lembro dessa."

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