Longue Marche: cada gesto fala

Fundador da Purga.c com Adriana Xavier, Rodrigo Teixeira conta que o espetáculo começa a ser construído no olho da pandemia, ainda em 2020, refletindo a distância instalada e o isolamento de cada um.

A Purga.c está de volta com a dança da memória. A associação cultural criada em 2018, não ficou imune à pandemia. Em palco, 5 bailarinos interpretam muitas personagens. O movimento dos corpos e o som dos gestos são como palavras tocadas pela música de Tchaikovsky.

Um cenário em construção.

"Multiplico-me para me lembrar de tanta coisa, que me esqueci de me ver a envelhecer. E também me esqueci de jantar com as pessoas de quem gosto. Não se faz. "A sinopse vai dando sinais da criação de Rodrigo Teixeira, o coreógrafo que é também intérprete em Longue Marche: " assim como a experiência que é a vida, esta peça tenta refletir sobre uma memória de grupo. Há uma intenção em cada gesto, muito para lá da coreografia e dos movimentos estruturados. É uma dança ou um gesto que fala".

Fundador da Purga.c com Adriana Xavier, Rodrigo Teixeira conta que o espetáculo começa a ser construído no olho da pandemia, ainda em 2020, refletindo a distância instalada e o isolamento de cada um: "não poder abraçar, não poder estar perto, anular a proximidade, o calor do corpo", e nesta viagem cada um dos 5 artistas, pode ser cada um de nós."

Longue Marche está em cena até 11 de julho, no Espaço Escola de Mulheres, em Lisboa. Em outubro vai até Almada e Vila Nova de Gaia e volta à estrada em Novembro em Lagos e em Serpa.

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