Made in Portugal (e Brasil): produção nacional no segundo dia do Indie Lisboa

Filmes em competição de curtas-metragens e as experiências de autores em início de carreira, na secção Novíssimos. É a produção nacional em destaque num dia marcado pelo filme brasileiro Todos os Mortos.

É um filme sobre o Brasil logo após a abolição da escravatura e o que dela permaneceu nas estruturas sociais e relações de classe. Na sala 3 do São Jorge, às nove e 45, "Todos os Mortos", um filme de uma dupla brasileira, Caetano Gotardo e Marco Dutra, aqui apresentado por Mafalda Melo, diretora do festival: "é a primeira vez que eles trabalham juntos e fizeram um filme que faz um pouco a ponte entre Portugal e o Brasil olhando para a história colonial e para a escravatura no Brasil". Um filme protagonizado pela portuguesa Leonor Silveira. Em relação à dupla de cineastas, Gotardo esteve na edição do festival lisboeta no ano passado com Seus Olhos e Seus Ossos; Dutra marcou presença em 2018 com As Boas Maneiras.

O segundo dia do Indie Lisboa é marcado por filmes portugueses em competição... à mesma hora, nove e quarenta e cinco da noite na sala Manoel de oliveira no cinema são Jorge, quatro filmes nacionais:

- Moço de Bernardo Lopes, "uma história familiar". Um jovem (João, papel de Carlotto Cotta), que, certo dia, decide partir à aventura em busca do desconhecido que a vida oferece, em vez de regressar à casa e de uma mãe infeliz e um pai ausente.

- Parto Sem Dor de Maria Mire, dedicado à vida de Cesina Bermudes, a primeira mulher portuguesa a doutorar-se em medicina, com especialização em obstetrícia, responsável pela introdução em Portugal da técnica do parto sem dor. Ajudou milhares de crianças a nascer, nomeadamente filhos de mulheres que lutavam contra a ditadura salazarista e por isso eram perseguidas pela PIDE, que chegou a prender a médica e ativista antifascista.

- Mesa, uma animação de João Fazenda, "sobre um grupo de pessoas que se junta para uma refeição" como refere Mafalda Melo.

- Bustarenga de Ana Maria Gomes, "um filme na qual a realizadora regressa à sua aldeia e faz uma reflexão sobre o papel da mulher e a forma como a mulher é vista naquela aldeia".

Mais cedo, às 19 horas, o Indie exibe novíssimos filmes de jovens realizadores nacionais: Estrada para o Céu, de Pedro Vaz Simões, Lázaro de Alba Dominguez, Concha Silveira e David Cruces; Sábàtina de Rafael dos Santos, Club Splendida de Caio Soares, Selvajaria de Camila Vale.

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