Marcelo apela ao regresso às livrarias e promete manter-se próximo do setor livreiro

O Presidente da República deixa "palavras de ânimo aos autores, que viram os seus rendimentos severamente afetados, e às organizações cooperativas".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta sexta-feira, Dia Mundial do Livro, ao regresso "de forma entusiasta mas segura" às livrarias e prometeu que neste segundo mandato se manterá próximo do setor livreiro.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado afirma que nos últimos meses tem acompanhado atentamente "as dificuldades do setor do livro em Portugal, da necessidade de assegurar o comércio livreiro às reorganizações associativas e à premência das medidas de apoio à retoma".

"Como aconteceu ao longo do primeiro mandato, com a Festa do Livro em Belém e várias outras iniciativas, continuarei neste mandato a estar próximo de editores e livreiros, recebendo-os, ouvindo-os, visitando-os, procurando contribuir para a solução de problemas urgentes e antigos", acrescenta.

Nesta mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa deixa "palavras de ânimo aos autores, que viram os seus rendimentos severamente afetados, e às organizações cooperativas, algumas das quais contribuíram, de forma notável, para minorar os efeitos sociais da pandemia", referindo que "o Dia Mundial do Livro é também dedicado aos direitos de autor".

"Voltemos agora todos, de forma entusiasta mas segura, às livrarias e aos livros", apela o Presidente da República.

Desde que assumiu a chefia do Estado, em 09 de março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa teve várias intervenções e iniciativas para incentivar leitura e apoiar editores e livreiros.

Lançou logo no primeiro ano de mandato uma Festa do Livro com entrada livre nos jardins do Palácio de Belém, reeditada nos três anos seguintes, e promoveu encontros literários entre autores e alunos de vários níveis de escolaridade.

Uma das ocasiões em que visitou livrarias foi no Dia Mundial do Livro, em 2018, na zona do Chiado, em Lisboa, onde esteve num alfarrabista prestes a fechar e ouviu queixas sobre o preço das rendas.

Já no atual contexto de pandemia de Covid-19, em maio do ano passado, foi à Livraria Barata, em Lisboa, e pediu aos cidadãos que ajudassem à sua sobrevivência neste "tempo muito difícil" para o setor livreiro e para a cultura em geral.

Em 2020 o Presidente da República decidiu cancelar a 5.ª Festa do Livro em Belém, para evitar a propagação da Covid-19, tendo em conta que esta iniciativa incluía além da venda de livros outras atividades para vários públicos, como debates, concertos, cinema, teatro e jogos didáticos.

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