Militância, sustentabilidade e diversidade cultural. Os sons do INATEL no Festival Músicas do Mundo

Festival Músicas do Mundo é muito mais do que música.

É já uma parceria longa e uma aliança feliz. Não é por acaso que o palco de Porto Covo, se chama palco Inatel. Francisco Madelino, presidente da Fundação realça a aposta na riqueza de um Festival ao qual o público volta sempre: " o lugar da descoberta e do espanto acontece quando se misturam e cruzam as diferenças." São 8 dias de música, entre o largo de Porto Covo e o castelo de Sines - os palcos principais do Festival -,onde o poder da palavra ganha expressão maior e a dança também faz este ano novas pontes entre as raízes da tradição e os ventos da modernidade.

"Façam o favor de ser felizes", foi este o convite deixado pelo Presidente da Fundação Inatel, ainda em cima do palco, no decurso da apresentação do programa da edição 22 do Festival Músicas do Mundo. Ali, no palco Inatel, em Porto Covo vão realizar-se 12 concertos, quase todos com artistas mulheres, que este ano ganham visibilidade no cartaz do FMM, como reforçou o director artístico Carlos Seixas para quem o alinhamento de "qualquer festival é mais do que um catálogo do que vamos ver e ouvir. É também a ressonância de um dos maiores problemas da música ao vivo: a contínua secundarização da igualdade e da diversidade das mulheres e das minorias." Os restantes 36, em Sines seguem o mesmo diapasão privilegiando a " inclusão no circuito de música ao vivo dos artistas de várias geografias periféricas e de culturas muitas vezes esquecidas."

Mas o festival é muito mais do que música. Francisco Madelino realça a militância e a diversidade que levam o público até à Costa Vicentina "um público inter-geracional e alternativo que aprecia as diferenças culturais dos povos."

"A crioulização cultural é uma riqueza", sublinha este parceiro da organização que move o FMM, exemplificando com a presença do Brasil e de Cabo Verde, com forte expressão no cartaz deste ano, onde a animação de rua ganha novos protagonistas e artes performativas que misturam a tradição com a contemporaneidade, "mas sempre em diálogo com o público." Se lhe aparecer por diante um careto de Podence, não é obra do acaso " vão circular escada acima e abaixo, dentro e fora do castelo ", garante o Presidente da Fundação que exalta o "respeito pela diferença", uma das marcas fortes deste Festival que regressa após a paragem forçada de 2 anos, por causa da pandemia "O mundo precisa disto."

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