Morte de um sonho americano

Foi uma das últimas encenações de Jorge Silva Melo, está de novo em cena, no Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa: Morte de um Caixeiro Viajante, fim de um sonho americano e do capitalismo, nos anos 40 do século passado.

Jorge Silva Melo queria que esta peça, fosse vista pelo maior numero de pessoas, para as levar ao teatro, para assistirem a este espectaculo e olharem e testemunharem o fim do sonho americano a falência do capitalismo. Era também o que queria Arthur Miller quando estreou: Morte de um Caixeiro Viajante. Nuno Gonçalo Rodrigues foi o assistente na encenação e agora dirige os trabalhos, embora tudo já esteja feito.

Américo Silva é o caixeiro viajante que vê o o ideal de self made man desabar-se debaixo dos pés, perdendo tudo, até a noção de realidade. Estamos nos Estados Unidos nos anos 40, do século passado e de repente, parece que a história, regressa a um qualquer ponto onde já esteve.

É uma história com esperança, afinal parece que nem tudo está perdido, haverá sempre alguém que pega na bandeira e segue em frente. Um homem comum, sem nada de especial, caixeiro viajante, é no entanto um ser humano.

Jorge Silva Melo perguntava sobre esta peça: e agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre nós? E agora, que é feito de nós? poderemos sempre dizer e pegar na bandeira.

de Arthur Miller

encenação Jorge Silva Melo

tradução Ana Raquel Fernandes, Rui Pina Coelho

com Américo Silva, André Loubet, António Simão, Hélder Braz, Joana Bárcia, Joana Resende, José Neves, Nídia Roque*, Paula Mora, Pedro Baptista, Pedro Caeiro, Raquel Montenegro**, Rita Rocha Silva***, Tiago Matias

cenografia e figurinos Rita Lopes Alves

desenho de som André Pires

desenho de luz Pedro Domingos

direção técnica Pedro Marques

assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues, Joana Resende

produção Artistas Unidos

coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional São João

apoio Câmara Municipal de Lisboa

* nas sessões de 27 de maio a 5 de junho

** em substituição de Ana Amaral

*** apenas na sessão de 26 de maio

E agora, que é feito de nós?

Morte de um Caixeiro Viajante, estreia quinta feira, dia 26 maio, na sala Garrett no Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa sempre às 19h00, ao domingo às 16h00, até 5 de junho.

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