Museu da Música Mecânica. O quiosque dos sons no Dia Internacional dos Museus

Luís Cangueiro dá à manivela, uma e outra vez, sabe de cor a história de cada instrumento. O acervo é composto por 600 peças. A primeira nota é de paixão, como o próprio escreve, "um colecionador é também um compositor". Na manhã da rádio, ele aconchega o som às notícias. É ele o maestrofone que dirige a orquestra da música mecânica.

O edifício foi desenhado para nos fazer crer que vamos entrar numa caixa de música. E vamos. Lá dentro, antes mesmo de escutarmos o sopro da voz dos instrumentos, já os olhos se arregalam. Da peça mais franzina, ao majestoso piano orquestra, todas tocam, umas mais afinadas do que outras, e todas nos transportam para o maravilhoso mundo da música mecânica.

Há o minúsculo pássaro que sai duma caixa de música, e que cabe num bolso, o gramofone de câmpanula floral, cujo fogareiro, alimentado a álcool, é uma das peças mais emblemáticas do acervo; há palhaços, bonecas, concertinas, mikifones, organetes, organilhos, órgãos, grafonolas, ou quiosques musicais que servem charutos, ou até uma rolha musical.

São cinco galerias, 600 peças, e tem de dar corda aos sapatos para lá chegar. Fica em Palmela, mais perto do Pinhal Novo, na Quinta do Rei, onde partilha o espaço com árvores de fruto, jardim, e cavalos. As visitas acompanhadas são da parte da tarde, e começam às 15h30.

Esta terça-feira, Dia Internacional dos Museus, a TSF chegou pela manhã e foi toda ouvidos.

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