Neopop Festival. Dançar é o mais natural ato de celebração comunitária

Porque as boas tradições devem ser mantidas, decorreu entre 10 e 13 de Agosto mais uma edição do Neopop, a 15.ª por sinal.

Relembrando o móbil da edição de 2018, Viana do Castelo chamou a si os créditos de "Capital do Techno", e o Forte Santiago da Barra, a sala de visita do festival, viu-se transformado sem restrições, numa extensa pista de dança de suporte a dois palcos, por onde passaram nos quatro dias do festival mais de 60 artistas.

Após dois anos de interrupção provocada pela pandemia, a organização desenhou um cartaz completo de referências indiscutíveis, e criadores ascendentes do universo da música eletrónica, destacando-se entre muitos, Richie Hawtin com o seu techno minimal, as estrelas Amelie Lens e Nina Kraviz, o eclético Solomun, o coletivo canadiano Cobblestone Jazz, o germânico Loco Dice, o magnético Jeff Mills, a estreante coreana Peggy Gou, os norte-americanos Honey Dijon e The Blessed Madonna, o nosso guru Rui Vargas, e a fechar, Ricardo Villalobos que na manhã de domingo premiou os resistentes com um amanhecer eletrónico.

Se há uma década e meia, a organização aclamava um festival antimainstream, daí o seu nome original AntiPop, hoje a tribo cresceu, e a música eletrónica mesmo mantendo a sua desejável matriz Underground é uma realidade efervescente, com novos públicos a seguirem anualmente em peregrinação para a cidade minhota, e transformando o Neopop num dos mais sedimentados festivais do género na Europa.

Terminada a edição 2022, começou a contagem para o próximo ano, que a tradição se mantenha, e se preserve o mote lançado este ano pelos "TechnoBoss" da organização - "dançar é o mais natural ato de celebração comunitária".

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