"Nìnguêm fica para traz": a campanha fez-se documentário

A estreia acontece já nesta terça-feira, dia 5 de outubro, no cinema São Jorge, em Lisboa. A campanha alimentada pela União Audiovisual continua, e o filme é mais uma etapa do caminho percorrido no último ano e meio. "Ajudar faz-nos bem a todos", desabafa Nuno Pereira , o realizador que dirige o imenso testemunho dos voluntários envolvidos na missão de não deixar ninguém para trás.

Um ano e meio depois do início da campanha que deu a mão aos técnicos de audiovisual, cujas vidas foram submersas pela pandemia, há ainda mais de centena e meia de famílias que precisam de ajuda, só na capital .

"Já foram mais de 300 famílias, agora são cerca de 170, só em Lisboa e mais de meia centena noutras cidades", conta o realizador Nuno Pereira, que aceitou o convite de Ricardo Queluz, sem hesitar. A parceria entre o técnico de som, que assumiu as rédeas da operação de recolha de bens alimentares para os profissionais do setor do audiovisual, e o realizador, deu nisto: "A história do filme é uma simples história da União, mas é uma história de altruísmo brutal, pessoas que num momento de adversidade se viraram para os outros." A opção por ouvir apenas os voluntários é assumida por Nuno Pereira, mantendo a reserva e a intimidade dos que precisam de ajuda. E rapidamente foi contaminado pelo espírito de alegria que testemunhou na recolha e entrega dos cabazes: "Há um sentimento de família, de entreajuda que já existe no meio do audiovisual e que aqui se transformou em solidariedade."

Nuno " Scorcese"

O mais difícil foi escolher. A primeira versão do documentário tinha quase quatro horas, e para ele tudo era interessante. "Há pessoas que ainda não sabem o meu nome, ganhei a alcunha de Scorcese. As cenas dos cabazes eram longuíssimas. Então vamos tirar isto, vamos tirar isto... Um filme com quatro horas não ia ser bem recebido." Ficou com pouco mais de uma hora, e a estreia, marcada para terça-feira, assinala o início de uma nova etapa. A ajuda não tem de ser só alimentar, a União faz-se forte e começa a ganhar uma estrutura que permite procurar outras formas de ser solidário. Até a criação de uma Casa do Técnico, à imagem da Casa do Artista.

São ideias que passam corrente.

"Nìnguêm fica para traz", os erros de ortografia fazem parte da história, mas é preciso ver para saber como e porquê.

Depois de Lisboa, Almada, Coimbra, Évora e Viana do Castelo são outras das cidades, onde pode assistir ao documentário. Para ver, basta levar e entregar um saco com bens alimentares.

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