O Amor, Sempre o Amor, La Wally

La Wally regressa ao Teatro Nacional S.Carlos, em Lisboa, 64 anos depois, agora em versão de concerto. Com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional S.Carlos.

La Wally é uma história de amor, amor contundente e dramático, ópera de Alfredo Catalani, estreou no Scala de Milão em 1892, com este drama de amor que vem da Suíça, dos Alpes tiroleses. Poderia ter sido esquecida não fosse uma ária do soprano: "Ebben? Ne Andró Lontana", que o cinema eternizou. Luis Cansino, o barítono, diz que esta é uma ária conhecida, mas o trabalho da voz soprano é muito intenso, ao longo de toda a ópera, chama-lhe mesmo um papel terrífico, com o longo trabalho para a voz soprano. Há também o trabalho do barítono, o homem que o pai de Walyy quer que ela case, mas ela escolhe o amor da vida, o tenor, mas Luis cansino, barítono, tem também uma ária de grande esforço vocal, com um timbre nos limites do barítono, 22 vezes em fá sustenido. Uma jovem, la Wally apaixona-se pelo filho do maior inimigo do pai, mas antes, já o pai tinha determinado o casamento com outro homem, e no fundo ainda há esperança, canta Wally, ecoando o canto nas montanhas do tirol, agora no palco do S.Carlos, em Lisboa. Todo o drama mesmo que esta seja uma versão de concerto, mas tudo está lá.

La Wally, Música de Alfredo Catalani, Libreto de Luigi Illica Drama musical em quatro atos - versão de concerto. La Wally Zarina Abaeva, Stromminger Luiz-Ottavio Faria, Afra Patrícia Quinta Walter Joana Seara, Giuseppe Hagenbach Azer Zada, Vincenzo Gellner Luis Cansino, Almocreve Nuno Dias, Direção Musical António Pirolli, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, MaestroAssistente Kodo Yamagishi, Orquestra Sinfónica Portuguesa (Maestrina Titular Joana Carneiro)

La Wally, ópera em versão de concerto, esta noite, no Teatro Nacional S.Carlos, em Lisboa, estreia esta noite, às 20. 00h , com recitas na sexta dia 16 e depois também no domingo.

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