O "Cavalo Inacabado" de Cutileiro que ainda não tínhamos visto

É a primeira vez que a escultura está exposta. Uma das 64 peças, que formam o conjunto de Gravuras recentes e outros riscos. O último projeto de João Cutileiro, é a primeira exposição do Museu Arqueológico do Côa, na reabertura dos museus ao público. Foi inaugurada este domingo.

As gravuras rupestres sempre fascinaram o escultor, e o convite dirigido ainda em 2019 por Bruno Navarro, foi acolhido com muito entusiasmo.

Gravuras sobre pedra, desenhos sobre papel e um conjunto de guerreiros, podem ser vistos a partir de hoje. 3 salas, como se fossem 3 núcleos que nos devolvem os riscos do escultor" ele estava sempre a riscar, e ao longo do tempo foi gravando na pedra, a pensar que um dia poderia expor no vale do Côa", revela Ana Cristina Pais, a curadora da exposição, que ao lado de João Cutileiro, foi desenhando o projeto.

Em declarações à TSF, não esconde a emoção de erguer a exposição, que tanto animou o escultor " desde sempre fascinado pela arte rupestre, e tão próximo dos que riscaram a pedra no Paleolítico Superior".

O Cavalo Inacabado, é uma das obras que nunca tinha sido exposta, mas há também nus femininos inéditos gravados na pedra, as figuras dos guerreiros e desenhos em papel.

A exposição "Gravuras Recentes e Outros Riscos", de João Cutileiro, é o último projeto do escultor e, formalmente, o primeiro inteiramente desenvolvido pelo Centro de Arte João Cutileiro, entidade criada para promover a salvaguarda e divulgação do legado do artista, na região de Évora.

A inauguração conta com a presença da Ministra da Cultura, Graça Fonseca e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor que farão homenagem pública a João Cutileiro e a Bruno Navarro

A exposição pode ser vista de segunda a domingo até ao final de setembro.

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