O Som que desce na Terra: a guerra colonial vivida por uma mulher

O filme viaja até Angola através de cenários recriados em Portugal, "Azambuja, Alcochete, Cartaxo, Lisboa e Costa da Caparica".

"É uma homenagem às mulheres portuguesas", afirma o realizador Sérgio Graciano. Em 2007, ao ler uma reportagem sobre a história de uma madrinha de guerra, o realizador despertou o olhar para o lugar das mulheres durante a guerra colonial. Escondidas, mas não invisíveis.

A inspiração surge pois da viagem de Maria Estefânia Anachoreta, que gravou e levou cartas dos familiares aos soldados, em Angola. "Era uma mulher à frente do tempo", como Maria da Luz, interpretada pela atriz Gabriela Barros, "uma mulher que rompe a bolha da guerra para levar amor", enfatiza a atriz Margarida Marinho, que é no filme a mãe de Maria da Luz, "uma mulher muito dura, na relação que tem com a filha, mas por outro lado, há uma profunda admiração pela coragem que demonstra". A pesquisa e o argumento são assinados por Filipa Poppe e Joana Andrade.

O filme, rodado em 2019, viaja até Angola através de cenários recriados em Portugal, "Azambuja, Alcochete, Cartaxo, Lisboa e Costa da Caparica", e deveria ter estreado no ano passado. Por causa da pandemia, só agora chega às salas de cinema O Som que desce na Terra.

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