"O teatro acontece ao vivo." Mas nestes dias também fica #emcasa

Os espetáculos mudaram-se para esse imenso palco que é o online. Já que ninguém se pode juntar numa sala, agora os teatros e as salas de espetáculo juntam gente nas salas de cada um.... Ou onde houver rede para apanhar esta ideia.

A ordem parecia uma sentença de morte para quem quer ver a sala sempre cheia e agora era obrigado a vedar a entrada. Parecia um drama? Sim, a dramática situação do ator e da atriz que não tem público.

O teatro, é sabido, está em crise há milhares de anos. Já foi ditado o fim, primeiro pelo cinema e depois pela televisão, mas não será uma microscópica vontade que vai acabar com tudo, não!

Onde é que estão as pessoas? Em casa, pois é a casa que o teatro vai. É online, com muitos a encherem clicks de atenção, como é o caso do Teatro Aberto: primeiro com A Mentira e na próxima quinta-feira com A Verdade.

Célia Caeiro não quis que o Teatro Aberto ficasse a penas a olhar o drama e nada fizesse e criou o #TeatroemCasa.

O objetivo, explica, é que "os espectadores não percam o contacto com o Teatro Aberto" e que o próprio teatro não o perca com os espectadores.

"O teatro acontece ao vivo, mas decidimos abrir os registos dos espetáculos de que alguns espectadores se lembram, para que os possam relembrar, rever, e dizer a outros para verem", sublinha Célia Caeiro.

O Teatro do Bairro, que junta o teatro e o cinema, tem no ecrã "A Baleia Branca, Uma Ideia de Deus", documentário de João Botelho.

Para além deste documentário, também o making-of do documentário sobre a construção do espetáculo "MOBY DICK", de Herman Melville, encenado por António Pires, no São Luiz Teatro Municipal em 2015.

O Teatro Nacional S. Carlos tem podcasts de 30 minutos todos os dias com o #SãoCarlosemSuaCasa e o Teatro Nacional D. Maria II também entrega em casa, por online, oD. Maria em Casa. Tiago Rodrigues, o diretor artístico, garante que a entrega é feita na hora.

Afinal, não é o teatro perito em drama? Não falo em tragédia, nem em comédia, é aproveitar o mal para abrir outros panos noutros sítios. O espetáculo há de sempre sobreviver, haja público.

Teatro e cinema em casa são, por agora, a maneira de sacudir esta ideia de que um vírus é capaz de nos atirar ao chão. Pode até atirar, mas sacudimos as mãos e seguimos em frente.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de