Omara Portuondo no FMM SINES. "É uma 'tita' impressionante e tocar com ela deixa-me eriçado"

Artista atua pela primeira e última vez no Festival Músicas do Mundo, em Sines.

Yadasny José Porrtillo é o diretor musical da última digressão de Omara Portuondo. Está encantado com a oportunidade de acompanhar a "grande referência da música cubana." O jovem músico deixou para trás o trio de jazz e juntou-se à banda que acompanha Omara Portuondo.

Aos 91 anos, Omara Portuondo atua pela primeira e última vez no Festival Músicas do Mundo, em Sines.

Há um disco de duetos pronto a ser lançado e novos projetos em estúdio. Será que esta é mesmo a última digressão de Omara Portuondo? Yasdany acredita que ela vai continuar a subir aos palcos em Cuba, "a sua natureza é cantar até aos seus últimos dias. Penso que o vai fazer por muito mais tempo".

Omara ficou no hotel e só os músicos subiram este sábado ao palco do Castelo de Sines para o habitual teste de som. Lá está o cadeirão de verga onde a diva cubana se senta a cada concerto. "É sempre uma aventura diferente", conta Yadasny. "Com ela temos de estar preparados para o que venha, é como entrar num parque de diversões onde tudo pode acontecer. Temos de estar preparados para a seguir e acompanhar." E o que significa, para um jovem músico cubano, que cresceu a ouvir e a ver Omara Portuondo, poder hoje tocar ao lado dela? "É um privilégio que aos 91 conserve a voz e a magia, e para mim e para nós é emocionante tocar com ela, agora mesmo estou a arrepiar-me."

O concerto de Omara Portuondo está marcado para as dez da noite.

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