"Orlando", uma travessia para ver o outro

A equipa do Teatro Nacional 21 inspirou-se em Virginia Wolf , e no massacre da cidade de Orlando, em 2016, para uma abordagem mais contemporânea das questões de género. Com texto de Cláudia Lucas Chéu e direcção de Albano Jerónimo " Orlando" estreia dia 4 no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães. Da discriminação à dignidade humana.

Orlando nome e Orlando lugar. A ligação parece óbvia, " mas ainda ninguém a tinha feito" explica Cláudia Lucas Chéu, autora do texto que foi escrito e reescrito, até poder caminhar no palco. Num mundo cada vez mais violento, " o texto da Virginia Wolf é um trampolim perfeito para falar das questões de género, e expandir, até falarmos de dignidade humana", defende Albano Jerónimo, que dirige a TN21, numa espécie de tratado que vai buscar ao massacre de 2016, na cidade americana de Orlando, matéria documental, que abraça a contemporaneidade desejada.

É uma caminhada e outras tantas travessias, " vamos ao passado, mas os actores falam no presente e nos corpos destes intérpretes, e não outros" enfatiza o encenador, sublinhando o património LGBTQI+ de André Tecedeiro, Aurora Pinho e Diego Braga " com eles o discurso é mais directo, trabalhado e até mais pomposo".

Cláudia Chéu, que desta vez também sobe ao palco " por uma vez", completa o roteiro da travessia deste novo Orlando " começa no século XVI e vem até ao século XXI, e até à música pop".

Um Orlando ou vários Orlandos, isso fica por saber : "começamos com um e acabamos com muitos". Ou se calhar somos mais.

Depois de Guimarães, Orlando viaja até à Casa das Artes em Famalicão, Teatro Municipal, no Porto, Centro de Artes de Águeda, Centro Dramático de Viana do Castelo e Teatro Nacional Dona Maria, em Maio de 2022.

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