Orphée de Philip Glass no CCB

Orphée, de Philip Glass, vai estar no CCB, em Lisboa, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, uma co produção com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O mito de Orfeu é visto e revisto de muitas maneiras, mas a relação com Eurídice, o amor inconsolável com a morte, na mordedura de uma cobra, é a que chega mais vezes. Aqui neste Orphée de Philip Glass, o Orfeu está no século vinte, um poeta, com uma crise aguda de criatividade, mas também a morte da mulher, o amor profundo do compositor, Candy Jernigan. A diretora de Arte Daniela Thomas, cineasta que trabalhou com Philip Glass e concebe o cenário com o marido Felipe Tassara, sublinha essa ideia de vários Orfeus, Philips Glass parte do filme de Jean Cocteau, para criar esta ópera de câmera, Orphée.

Orfeu quer resgatar a amada das cavernas do inferno, aqui Philip Glass quer responder à morte, inevitável e rápida da mulher amada, e depois o espelho onde nos podemos olhar, reproduzir, na criação do cenário, o espelho é também personagem.

Um espelho em que se vê, que reflete imensas imagens, é o próprio Philips Glass a ver tudo, a distrair-se da morte e da vida, Daniela Thomas fala nesta versão mais uma do Orfeu, é sempre mais uma leitura.

Orfeu com encenação de Felipe Hirch, com a orquestra metropolitana de Lisboa, como o mito de orfeu pode ver tantas vezes visto, em tantas reflexões, em tantas imagens refletidas, quem somos nós, na vida e na morte.

Direção Felipe Hirsch, Maestro Pedro Neves Com a Orquestra Metropolitana de Lisboa

Direção de arte Daniela Thomas e Felipe Tassara

Iluminação Beto Bruel

Princesa Carla Caramujo, Eurídice Susana Gaspar, Heurtebize Luís Gomes, Cégeste Marco Alves dos Santos, Orphée: André Baleiro, Juiz/Comissário Nuno Dias, Poeta Luís Rodrigues, Aglaonice Cátia Moreso, Repórter/Glazier João Pedro Cabral

Bailarinos Alice Bachy, catarina Rina Marques, Daniela Cruz, Filipe Pereira, Gerson Sanca, Gili Goverman, Hugo Marmelada, João Oliveira, Laure Fleitz, Natacha Campos, Tiago Coelho, Sérgio Matias,

Figurino e visagismo Nuno Esteves Blue, Direção de movimento Sofia Dias e Vitor Roriz, Design de vídeo Henrique Martins, Assistência de direção Crista Alfaiate, Produção Ricardo Frayha

Orphée, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e perceria com o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, ópera de câmara, em dois atos no CCB, em Lisboa, quinta 27 e sábado 29 de janeiro, sempre às 19h00.

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