Os irmãos inacessíveis de Nick Willing e o riso de Paula Rego

Na semana em que foi inaugurada, na Tate Britain, em Londres, a retrospetiva da pintora Paula Rego, a TSF conversou com o curador e filho da pintora.

"Gostava de ter um na minha parede, mas agora já não dá." É o desabafo de Nick Willing, perante os quadros que compõem a exposição de Paula Rego, inaugurada esta semana no museu Tate Britain.

A mostra passa em revista 70 anos de trabalho e é a maior e mais completa retrospetiva de Paula Rego, em Inglaterra. Além de pinturas, há também colagens, esculturas, desenhos, esboços, gravuras e pastéis de grande dimensão.

Algumas das obras são mostradas ao público pela primeira vez, como é o caso de "The Return of the Native", que normalmente está numa parede da residência do Embaixador de Portugal no Reino Unido.

Os trabalhos feitos entre 1950 e 2010 contam a história da vida de Paula Rego, mas, para Nick Willing, filho da pintora, contam também a história de Portugal e do mundo. "Tem a ver com todos os que vêm ver a exposição. Não tem só a ver com os portugueses, mas também com as pessoas de todo o mundo. Não são só as mulheres, são os homens também, todos", sublinha.

Esta retrospetiva começou a ser pensada há mais de dois anos, mas foi um parto difícil. A pandemia obrigou a adiar a inauguração por várias vezes, e agora vai permanecer aberta até ao próximo mês de outubro.

Nick Willing, realizador e curador, que cresceu entre os quadros da mãe, conta à TSF como foi rever alguns destes "irmãos pendurados na parede" e lembra uma dança que guarda num lugar especial do coração" e o riso (e o espanto) de Paula Rego ao acompanhar a montagem da exposição.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de