"Paixão, partilha e doçura." Marcelo destaca papel de Eunice Muñoz na vida do país

Marcelo Rebelo de Sousa assinala que a atriz "encheu e deu felicidade à vida de todos os portugueses que a puderam ver".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou esta segunda-feira a "paixão, partilha e doçura" que marcaram a carreira de Eunice Muñoz no velório da atriz de 93 anos, que morreu na última sexta-feira.

"Até ao fim com paixão, partilha e doçura. Foi assim que viveu, que teve as suas crises de saúde e que resistiu a uma, duas, três, quatro. Depois já não resistiu, mas está connosco da mesma maneira", assinalou o Presidente da República à saída da Basílica da Estrela, onde o corpo da atriz pode ser visitado.

"Tudo o que fez na vida e no teatro, por onde andou, pelo cinema e pela televisão, fê-lo com paixão", assinalou Marcelo Rebelo de Sousa, sem esquecer a partilha da atriz, que "ajudava os mais novos" e foi "uma pessoa doce na maneira como se dava com os outros, muito doce até ao fim". Entre os papéis desempenhados pela atriz, o Presidente da República destacou "Mãe Coragem" no teatro e "Manhã Submersa" no cinema.

Eunice Muñoz, realçou, "encheu e deu felicidade à vida de todos os portugueses, de muitas gerações", dos que "a puderam ver na televisão - muitos, muitos - e no teatro também, bastantes". Marcelo Rebelo de Sousa cita mesmo a sua experiência, quando começou a ver atriz nos anos 1960.

"Outros começaram mais tarde, nos anos 1970, 1980, depois do 25 de Abril. Todos receberam alguma coisa dela, ela sabia disso e vivia isso com felicidade", assegurou.

Aberto ao público desde as 17h00, muitas são as figuras conhecidas que passaram pelo velório da atriz, como Ana Zanatti ou Ruy de Carvalho, que não quis falar da atriz que tratava como irmã, acabando por pedir a um agente da PSP que transmitisse aos jornalistas que não iria prestar declarações, deixando-se apenas fotografar e filmar. Esperou no carro pela filha e, acompanhado da mesma, foi despedir-se da Dama do Teatro.

No interior da basílica, o corpo da atriz está acompanhado de coroas de flores das insígnias recebidas em vida. Mas, assinalou Marcelo, "não há" homenagens suficientes para Eunice Muñoz.

"Foi homenageada pelo Dr. Mário Soares com a Ordem do Infante D. Henrique, depois com a Ordem de Mérito já por mim e o Dr. Jorge Sampaio já a tinha homenageado. Depois achei - e em boa hora, a tempo, porque as homenagens fazem-se em vida -, que devia ter o máximo do máximo que há na cultura portuguesa, que é a Ordem de Sant'Iago da Espada no grau máximo", condecoração que acabou por acontecer em abril de 2021, quando o Presidente da República entregou a Grã-Cruz desta ordem à atriz. "Ainda bem que foi, foi de surpresa."

Entre as coroas de flores, homenagem partilhada com a natureza, há uma de rosas brancas enviada pelo primeiro-ministro, António Costa, e uma de malmequeres brancos, da Presidência da República e da presidência da Assembleia da República.

À entrada, um livro de condolências recolhe as homenagens escritas à atriz. Ao lado há uma flor e de uma fotografia da atriz com os cabelos ao vento. As cerimónias fúnebres da atriz Eunice Muñoz decorrem na Basílica da Estrela, em Lisboa, esta segunda-feira até às 22h30 e entre as 10h00 e as 15h00 desta terça-feira, seguindo depois o funeral para o Cemitério do Alto de S. João, onde o corpo será cremado pelas 17h00.

A missa de corpo presente é celebrada entre as 15h00 e 16h00 desta terça-feira, dia de luto nacional.

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