Pandemia tem sido "momento de grande criatividade" na cultura

A presidente do Centro Nacional de Cultura destaca a "resistência enorme" que os agentes culturais têm manifestado durante a pandemia de Covid-19.

O Centro Nacional de Cultura (CNC) completa esta quarta-feira 75 anos de existência. Foi criado a 13 de maio de 1945 como um clube de intelectuais e ainda mantém essa faceta, mas está "cada vez mais" aberto à sociedade e a apostar na divulgação cultural através das novas plataformas de comunicação.

Em entrevista à TSF, a presidente do CNC destaca a "resistência enorme" que os agentes culturais têm manifestado durante a pandemia de Covid-19 ao não deixarem de produzir e divulgar cultura para o público."Tem sido um momento de grande generosidade e de grande criatividade para encontrar novas formas de comunicação cultural e artística", diz Maria Calado quando questionada sobre as várias manifestações culturais que se têm visto na internet e nas redes sociais.

Sobre o futuro das artes e da cultura, a diretora do CNC considera que "a mudança não será radical" e só a médio e longo prazo será possível "perceber tudo isto". Maria Calado apela à "tranquilidade para compreender que há uma realidade nova", tendo em conta que "a relação entre as pessoas não desaparece". Defende também que é necessário pensar e agir sobre a utilização de novas áreas que podem ser "desafios" para levar as pessoas a "participar mais em atividades culturais". Uma área onde a diretora do CNC acredita que será dado "um salto muito grande" é no trabalho conjunto e na participação em redes nacionais e internacionais de cultura.

Com vários sites temáticos e presença nas redes sociais, o CNC tem como pilar deste aniversário a divulgação do seu arquivo sonoro em podcast disponibilizando ao público, de forma gratuita, gravações áudio de conversas, entrevistas, conferências e diversos momentos que marcaram estes 75 anos de vida.

Para Maria Calado, esta é mais uma forma de cumprir os objetivos do CNC enquanto instituição de "de diálogo e de fazer acontecer".

"A cultura é um instrumento para a felicidade, uma arma para o civismo e uma via para o entendimento dos povos", conclui a presidente do CNC.

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