Pão, leituras e outras formas de celebrar Saramago

A rede de bibliotecas dinamizada nos últimos anos pela fundação José Saramago, vai ser uma dos polos dinamizadores da celebração do centenário.
No primeiro dia das comemorações, já houve alguns sinais.

Um pouco por todos o país, houve leituras, musica, exposições, dança e até gastronomia. Na Tarde TSF, passaram algumas das bibliotecas. Como a Biblioteca Almeida Faria, em Montemor-o-Novo.

Nuno Cacilhas, o responsável pelos roteiros literários "Levantado do Chão", que junta as autarquias de Montemor-o-Novo, Évora e Lisboa, explicou como foi pegar no tema do trigo e do trabalho, para organizar uma sessão, onde se ensinou a germinar o trigo, a fazer uma bebida de trigo fermentado e até, a fazer o pão ancestral.
Mas também lembrou que o ano do centenário, em Montemor-o-Novo, passará muito pela dinamização dos roteiros literários e turísticos, baseados na obra de Saramago

Em Avis, na biblioteca José Saramago, leram-se hoje, numa maratona, "Pequenas memórias", um livro de 2006 que visita as memórias de infância do escritor.
Na Tarde TSF, a vereadora da cultura da Câmara de Avis, Inês Fonseca garantiu que, durante este ano, a biblioteca vai sair de casa, e ir ao encontro dos leitores.
Para já, em Avis, há uma exposição para mostrar os vencedores do prémio literário José Saramago, que incluem uma nova geração de grandes nomes da literatura portuguesa.

Em Loures, o desafio foi pegar no "Ano da morte de Ricardo Reis".
O livro, recua ao ano de 1935, e acompanha o heterónimo de Pessoa, médico, de regresso a Lisboa, depois de uma vida no Brasil. E numa Lisboa, com o fascismo e totalitarismo estão em alta.

A leitura encenada, suscitou reações diversas entre quem assistiu.
Mas permitiu perceber que há traços sociais que ainda existem na atual sociedade portuguesa.

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