Paulina Chiziane é uma voz forte das mulheres

O editor Zeferino Coelho ficou feliz pela entrega do Prémio Camões à escritora moçambicana e recorda um livro: "Niketche: uma história de poligamia".

Um dia, a ensaísta e professora Inocência Mata sugeriu ao editor Zeferino Coelho que publicasse os livros da escritora moçambicana Paulina Chiziane.

O editor aceitou a proposta, os livros foram publicados e a história feliz teve agora mais um momento de satisfação para Zeferino Coelho, com a entrega do Prémio Camões à escritora de 66 anos.

"Já recebi alguns telefonemas destes, em anos anteriores, mas este foi o que me deixou mais feliz", disse o histórico editor da Caminho (Leya) quando a TSF lhe deu a notícia.

Paulina Chiziane é "uma mulher muito ativa" e "não é fácil ser escritora numa sociedade como Moçambique, que é muito patriarcal", disse o editor à TSF.

Durante a conversa destacou dois livros, ambos com histórias de mulheres.

"Niketche: uma história de poligamia" foi prémio Craveirinha, em Moçambique, e é "um livro onde ela fala com um particular vigor".

Outra história sublinhada por Zeferino Coelho é "O alegre canto da perdiz", que fala do papel da mulher moçambicana no final do período colonial.

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