"Reconhecimento do produtor é extremamente benéfico." Paulo Branco vence Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura

Produtor foi distinguido pelo "perfil independente no cinema autoral, na produção e coprodução".

O produtor português Paulo Branco foi distinguido com o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2022, revelou esta terça-feira o Ministério da Cultura.

Em declarações à TSF, o produtor mostrou-se surpreendido por receber o prémio, porque, normalmente, é atribuído a "criadores, a grandes personalidades da cultura, e um produtor normalmente não é reconhecido como um criador".

"A figura do produtor muitas vezes é menosprezada e não é tida em conta, muitas vezes, e, cada vez mais, os financiamentos dependem de fontes que são geridas por pessoas que estão muito pouco ligadas à cultura e, portanto, o reconhecimento do papel do produtor é extremamente benéfico", considera.

Paulo Branco recebe este prémio ibérico pelo "perfil independente no cinema autoral, na produção e coprodução, abrindo ao longo da sua carreira, novos percursos e olhares, construindo pontes entre a península ibérica e o resto do mundo", justificou o júri citado em nota de imprensa divulgada pelo Ministério da Cultura.

O Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, de caráter bienal, tem o valor monetário de 75 mil euros e o júri que escolheu a personalidade distinguida esteve esta terça-feira reunido no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O júri, que deliberou por maioria, integrou a atriz Leonor Silveira, o arquiteto João Carrilho da Graça, o professor universitário Pedro Serra, o diretor do Instituto Cervantes, Luís Garcia Montero, o presidente do Real Patronato do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, Ângeles González-Sinde, e a diretora-geral de Indústrias Culturais e Propriedade Intelectual, Adriana Moscoso, que o presidiu.

Em edições anteriores foram distinguidos, entre outros, a fadista Mariza, a escritora Lídia Jorge e o cineasta Carlos Saura.

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