"Pedro Barroso lembrou o que hoje lembramos: voz, empenho e violentíssima ternura"

O músico Pedro Barroso faleceu esta madrugada aos 69 anos, vítima de doença prolongada.

Numa nota publicada no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa apresenta "as condolências à família do músico Pedro Barroso".

"Ativo, interventivo, enérgico, foi um dos «baladeiros» antes da Revolução e, já depois do 25 de Abril, envolveu-se nos combates democráticos e nas campanhas de dinamização cultural", lê-se na nota do chefe de Estado.

O Presidente da República lembra que "o longo de uma carreira intensa, gravou dezenas de discos, com textos seus e de diversos poetas portugueses, colaborou musicalmente em encenações de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais e cantou um pouco por toda a parte (em Portugal, na Europa e nas Américas), além de publicar livros e de um trabalho meritório nas áreas da saúde mental e da musicoterapia".

"Cinquenta anos depois de sua estreia, em dezembro de 2019, quando se despediu dos palcos, em Torres Vedras, Pedro Barroso lembrou o que hoje lembramos: a sua voz, o seu empenho, a sua «violentíssima ternura", conclui a nota no site da Presidência da República.

Ferro Rodrigues fala numa das figuras "mais importantes da música popular portuguesa"

"Acabo de ser informado do falecimento de Pedro Barroso, autor, músico e intérprete que conhecia há mais de 50 anos e de quem tive a honra de ser amigo. Pedro Barroso foi, sem dúvida, uma das figuras mais importantes da música popular portuguesa", refere a segunda figura do Estado, numa mensagem de pesar enviada à Lusa.

O presidente da Assembleia da República transmitiu, em seu nome e do parlamento, "o mais sentido pesar e fraterna solidariedade" à família e deixa uma palavra de agradecimento a Pedro Barroso.

"Pela sua atividade enquanto músico de intervenção, e, bem assim, pela defesa intransigente dos direitos dos autores, é enorme a minha gratidão", refere.

"Era um homem muito atencioso e grato aos músicos com quem trabalhava"

O fadista João Chora, um dos artistas que gravaram temas de Pedro Barroso, disse que o músico "marca a história da música portuguesa".

"Homem muito querido pelos ribatejanos, que deixa uma ternura imensa, como foi visível no concerto de dezembro dos seus 50 anos de carreira", disse.

O músico iniciou-se nas lides musicais em 1969, no programa televisivo "Zip-Zip", de autoria e apresentação de Carlos Cruz, José Fialho Gouveia e Raul Solnado.

"Era um homem muito atencioso e grato aos músicos com quem trabalhava", afirmou Chora, que se referiu a Pedro Barroso como "um homem inteligente e solidário".

Pedro Barroso é autor da letra e música do "Fado Ribatejo", gravado por João Chora em 1999, e que é o seu "cartão de visita", referiu o fadista.

Belenenses lembram o sócio e autor do hino do clube

O Belenenses também lamentou o falecimento do músico Pedro Barroso, sócio e autor de um dos hinos do clube do Restelo, apresentando as "sentidas condolências" e "um abraço de muita amizade" a familiares e amigos.

"Deixa-nos aos 69 anos um nome grande da cultura portuguesa, sócio 1.648 do clube e que, na Gala do Centenário do Belenenses, fez questão de se afirmar uma vez mais como Belenenses até ao fim", pode ler-se numa nota publicada no sítio oficial do clube, que atualmente milita na primeira divisão distrital de Lisboa.

Pedro Barroso, intérprete de êxitos como "Menina dos Olhos D' Água", festejou em dezembro passado 50 anos de carreira, e faleceu esta madrugada, vítima de doença prolongada.

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