"Reconhecimento" e vontade de "trabalhar melhor". As reações aos prémios Gulbenkian

A APAV e o Teatro Metaphora consideram que o Prémio Gulbenkian 2019 é o reconhecimento de um trabalho de muitos anos.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, o programa de rádio da Antena 1 "90 segundos de ciência" e a Companhia de Teatro Metaphora, da Madeira, receberam o Prémio Gulbenkian 2019.

Entrevistado pela TSF, José Barros Rodrigues, do Teatro Metaphora, sublinha o reconhecimento de um trabalho que começou há quase 10 anos.

"É o reconhecimento de toda uma atividade que temos vindo a desenvolver e que vem confirmar que aquilo que temos feito tem algum valor apreciado pela comunidade, pelas pessoas e pelas entidades. Este prémio vem trazer uma alavanca, um suporte para podermos consolidar as nossas atividades. Vem, no fundo, ajudar a adquirir material, a melhorar as nossas instalações e, desta forma, conseguirmos trabalhar melhor."

Também a APAV já reagiu à atribuição do prémio. Em comunicado, a associação agradece o galardão, que será entregue na sexta-feira, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e disse que o toma como "o reconhecimento de um trabalho de mais de 29 anos com as vítimas de violência e de crime".

A APAV referiu que o Prémio Gulbenkian 2019 constitui um incentivo à continuação da sua missão: "enquanto projeto inovador na sociedade portuguesa, ao serviço do país, do desenvolvimento e da coesão social, apoiar quem é vítima de crime e promover a defesa dos direitos das vítimas".

O valor do prémio, segundo a APAV, será aplicado no apoio às vítimas de crime de grupos vulneráveis.

O Prémio Gulbenkian Coesão tem o valor de 50 mil euros e será entregue na sexta-feira, dia em que a Fundação Calouste Gulbenkian homenageia o seu Fundador (assinala-se a 20 de julho a sua morte), num conjunto de cerimónias que culminam com a entrega dos Prémios Gulbenkian.

Já o Prémio Calouste Gulbenkian 2019 no valor de 100 mil euros, será entregue ao escritor e jornalista líbano-francês Amin Maalouf.

Segundo a fundação, Maalouf, "reconhecido como um dos nomes mais influentes e respeitados do mundo árabe", foi escolhido por um júri presidido por Jorge Sampaio.

Amin Maalouf "tem sido um incansável construtor de pontes, procurando mostrar o caminho das reformas necessárias para construir um mundo em paz, de acordo com um modo de vida mais justo e sustentável", escreve a Gulbenkian.

"Na sua mais recente obra -- Le Naufrage des Civilizations -- Amin Maalouf, que prossegue a sua análise sobre a crise do 'vivre ensemble', analisa as derivas e as feridas que se podem abrir nas civilizações modernas e apresenta pistas para que europeus e árabes possam cooperar na construção de um mundo melhor, no respeito pelo Estado de Direito e os Direitos Humanos", acrescenta a fundação.

Os prémios Gulbenkian são anualmente atribuídos e dividem-se em: Prémio Calouste Gulbenkian, na categoria de Direitos Humanos, que em 2019 é dedicado ao Reforço da Democracia na era digital, e Prémios Gulbenkian, nas categorias de Coesão (vertente Violência contra grupos vulneráveis), Conhecimento (vertente Tecnologias para a aprendizagem) e Sustentabilidade (vertente Economia circular.

Este ano assinala-se o 150.º aniversário do nascimento de Calouste Sarkis Gulbenkian.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados