Rui Reininho a solo navega por novos mares

A inspiração de Júlio Verne numa nova viagem a solo de Rui Reininho que, depois de um álbum mais pop em Companhia das Índias em 2008, mergulha agora em marés mais experimentais.

A viagem a solo de Rui Reininho continua, treze anos depois da "Companhia das Índias", inspirada por Júlio Verne. As "20 Mil Éguas Submarinas" começaram antes da pandemia, mas foi com o fechar do mundo que Reininho se aventurou ainda mais numa viagem que é de agora, mas que foi buscar referências até à sua adolescência.

A inspiração de Júlio Verne numa nova viagem a solo de Rui Reininho que, depois de um álbum mais pop em Companhia das Índias, em 2008, mergulha agora em marés mais experimentais, dando voz mas também tocando gongos, taças e percussões. Um álbum mais experimental e também mais espiritual que Rui Reininho partilhou com o músico e produtor Paulo Borges, trabalho que incluiu ainda diversas participações como Alexandre Soares (dos Três Tristes Tigres ou Osso Vaidoso) e o guitarrista Pedro Jóia, entre muitos outros. Diferentes universos que se cruzaram num disco que é uma viagem que reflete muitas outras viagens e experiências de Rui Reininho.

"20 Mil Éguas Submarinas" revela as outras ideias do cantor dos GNR que, sem nunca misturar águas com o som da sua banda de sempre, confiou ao músico Paulo Borges outras notas que quis juntar em 12 canções que estão agora nas plataformas digitais e que hão-de ser reunidas também em vinil.

Uma procura de liberdade por Rui Reininho que, nas suas canções, vai também escolhendo palavras que, muitas vezes, juntas, nos sugerem novos significados; do título "20 Mil Éguas Submarinas" a canções como "Tan Tan no Tibete" ou "Enfado Vegetariano", onde se canta sobre "forcados amanteigados".

"Uma pauta a mexer" é como Rui Reininho descreve o que pretende na música e que neste disco aponta a uma viagem que pode ser interior, no cosmos ou no mar que temos aqui tão perto.

O primeiro espetáculo de "20 Mil Éguas Submarinas", coincidência ou não, vai ser no Complexo Balnear da Barreirinha, no festival Aleste, no Funchal, na ilha da Madeira, já no dia 26 de junho. Depois seguem-se, em julho, Jardins Efémeros, em Viseu, e a Feira do Livro no Porto e, em setembro, a Culturgest, em Lisboa, gnration, em Braga, e o Auditório CCOP, no Porto.

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