Saiba quais são as novas regras para a utilização de equipamentos culturais

Bilhetes devem ser adquiridos com antecedência e, preferivelmente, através de pagamentos sem contacto com cartão bancário.

A Direção-Geral da Saúde publicou, esta sexta-feira, as normas e orientações para a utilização de equipamentos culturais como museus, salas de espetáculos ou bibliotecas no contexto da pandemia de Covid-19.

Conheça aqui o documento que estabelece todas as orientações.

Os colaboradores destes espaços "devem ter conhecimento, formação e treino para reconhecer sinais e sintomas compatíveis com a Covid-19 e adotar as medidas de prevenção e controlo da transmissão da
doença", lê-se no documento publicado.

Espalhados pelos espaços devem existir "dispensadores de solução assética à base de álcool em diversos pontos, para fácil acesso dos colaboradores e utilizadores, bem como, sempre que possível, afixados cartazes
e materiais informativos com as medidas de prevenção e controlo da doença".

Nestes espaços deve também ser implementado o "distanciamento físico de dois metros entre as pessoas".

No que toca às visitas e circulação nestes espaços, "é recomendada a criação de circuitos próprios e separados nas entradas e saídas e o uso de máscara em espaços fechados, com exceção dos membros dos corpos artísticos em atuação". As portas de acesso "devem permanecer abertas para evitar o seu manuseamento, sempre que for possível".

No que diz respeito a filas, estas "devem ser evitadas" e, quando tal for impossível, deve ser garantido "o distanciamento de dois metros entre pessoas não coabitantes".

Os bilhetes devem ser comprados "por antecipação", prezando "os pagamentos sem contacto, através de cartão bancário", com a desinfeção dos equipamentos a ser realizada "após cada utilização". As máquinas de venda automática de bilhetes "só devem estar em funcionamento se for possível garantir a limpeza e desinfeção dos locais de toque, entre utilizadores".

As regras para "salas de espetáculos, de exibição de filmes cinematográficos e similares"

A ocupação dos lugares sentados "deve ser efetuada com um lugar livre entre espectadores que não sejam coabitantes, sendo a fila anterior e seguinte com ocupação de lugares desencontrados". Nas salas com palco "não devem ser ocupadas as duas primeiras filas junto ao palco ou, em alternativa, deve ser garantida a distância de pelo menos 2 metros entre a boca de cena e a primeira fila ocupada".

Já no que diz respeito a camarotes, "devem ser ocupados por coabitantes quando tenham 6 ou menos lugares" e, quando têm "lotação superior a 6 lugares devem ser ocupados, garantindo as regras" aplicadas aos lugares sentados normais, já referidos acima. Os lugares de galeria "só podem ser utilizados com lugares sentados".

Na entrada dos espetadores, a mesma "deve ser realizada por ordem de fila e de lugar, no sentido do lugar mais afastado da entrada para a entrada, evitando o cruzamento entre espectadores". Já a saída "deve ser realizada, de preferência, por local diferente da entrada, no sentido do lugar mais próximo da saída para a saída, evitando o cruzamento entre espectadores".

Nos espetáculos realizados ao vivo, como peças de teatro ou concertos de orquestras, as cenas "devem ser
adaptadas, sempre que possível, de forma a minimizar o contacto físico entre os envolvidos".

As orquestras "não podem atuar no fosso ou poço da sala de espetáculos" e os coralistas "devem apresentar-se na mesma fila, sempre que possível", mantendo-se "afastados dos instrumentistas, pelo menos 2 metros,
sempre que possível".

"O distanciamento físico de 2 metros deve ser assegurado entre os instrumentistas que executem instrumentos de sopro, e 1,5 metros entre os restantes instrumentistas", lê-se no documento, que reforça que "deve ser evitada a partilha de instrumentos, objetos e acessórios durante os ensaios e as atuações".

Os intervalos nestes espetáculos devem, "sempre que possível, ser evitados ou reduzidos ao mínimo
indispensável, de forma a evitar a deambulação de espectadores".

No que toca a balneários, "a utilização pelos corpos artísticos e equipas técnicas, deve garantir, sempre que possível, o distanciamento físico de pelo menos 2 metros entre os utilizadores, evitando a sua utilização simultânea por vários utilizadores".

Nas livrarias, arquivos e bibliotecas

A lotação máxima "deve ser definida de forma a garantir o distanciamento físico entre os visitantes, reduzindo a mesma para 50% nas salas de leitura e 1 visitante por 20 m2 no interior do estabelecimento".

As salas de leitura devem ter "atribuídos lugares reservados", de forma a "manter o distanciamento de pelo menos 2 metros entre pessoas que não sejam coabitantes", podendo estas salas "só estar disponíveis mediante marcação prévia".

"A consulta de livros ou documentos de forma continuada deve ser efetuada apenas nos locais destinados para o efeito, com garantia de distanciamento físico", ditam as orientações.

Os "espaços ou áreas destinadas ou que convidem à leitura sem garantia de separação e distanciamento físico entre visitantes, excetuando-se as salas definidas para o efeito, devem ser encerradas e o mobiliário (ex.: bancos, cadeiras, entre outros) deve ser retirado".

Visitas a museus, palácios, monumentos e similares

À semelhança do que se observa nas bibliotecas, "a lotação máxima deve ser definida de forma a garantir o distanciamento físico entre os visitantes, reduzindo a mesma para 1 visitante por 20 m2",

A entrada dos visitantes "deve ser efetuada de forma individual e espaçada, de forma a garantir o distanciamento de pelo menos 2 metros entre pessoas, excetuando-se pessoas que sejam coabitantes".

"Se necessário", podem sem impostos limites temporais "de entrada e de visita, adaptados à dimensão do equipamento cultural, de forma a evitar a concentração de pessoas no interior e à entrada do mesmo".

Para circulação, "deve ser criado ou reforçado um circuito formal de visita, preferencialmente com circuitos
de sentido único (limitando a visita de espaços exíguos e minimizando o cruzamento de visitantes em pontos de estrangulamento)".

Quanto à concentração de pessoas nos diversos pontos do equipamento cultural, a mesma "deve ser evitada e deve ser reforçado o cumprimento do distanciamento físico. Se necessário, pode ser reforçada a vigilância dos diversos espaços interiores".

Eventos ao ar livre

Os recintos "devem estar devidamente delimitados, permitir o acesso apenas aos titulares de bilhete de ingresso, ainda que o espetáculo seja de acesso gratuito, não sendo permitida a entrada física sem controlo por colaborador técnico do espetáculo".

O período para "entradas e saídas do público deve ser alargado, para que a entrada dos espectadores possa ser desfasada, cumprindo as regras de distanciamento".

Os lugares devem estar "previamente identificados (ex. cadeiras, marcação no chão, outros elementos fixos), dando preferência a lugares sentados" e com um "distanciamento físico entre espectadores de 1,5 metros".

Se existir um palco, também "deve ser garantida uma distância mínima de pelo menos 2 metros entre a
boca de cena e a primeira fila de espectadores".

As cenas "devem ser adaptadas, sempre que possível, de forma a minimizar o contacto físico entre os envolvidos" e "deve ser evitada a partilha de instrumentos, objetos e acessórios durante os ensaios e as atuações".

À semelhança de espetáculos no interior de salas, os intervalos nestes espetáculos devem, "sempre que possível, ser evitados ou reduzidos ao mínimo indispensável, de forma a evitar a deambulação de espectadores".

No que toca a balneários, "a utilização pelos corpos artísticos e equipas técnicas, deve garantir, sempre que possível, o distanciamento físico de pelo menos 2 metros entre os utilizadores, evitando a sua utilização simultânea por vários utilizadores".

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

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