"Salgueiro Maia - O Implicado." O herói do 25 de Abril chega aos cinemas em outubro

Sérgio Graciano é o realizador do filme que vai contar a história da vida daquele que é considerado o herói e o símbolo mais puro do 25 de Abril de 1974.

O realizador Sérgio Graciano começa esta segunda-feira a rodagem do filme de ficção "Salgueiro Maia - O implicado", sobre um dos capitães que protagonizaram a revolução de Abril de 1974.

Apresentado como "o primeiro retrato, a projetar no grande ecrã, daquele que é considerado o herói e o símbolo mais puro do 25 de Abril de 1974", o filme é encabeçado pelo ator Tomás Alves no papel de Salgueiro Maia. Tiago Teotónio Pereira, Filipa Areosa e Gabriela Barros são outros dos nomes que vão fazer parte do elenco.

O argumento é de João Lacerda de Matos a partir de uma biografia assinada por António de Sousa Duarte sobre o capitão. Nas próximas sete semanas, a produção vai passar por Lisboa, Santarém, Pombal e Castelo de Vide.

"Através de uma abordagem moderna, intimista e emocional, 'Salgueiro Maia - O Implicado' retrata as histórias que ainda não foram contadas sobre o capitão de Abril", lê-se na nota de imprensa.

"Salgueiro Maia - o Implicado" tem coprodução com a produtora colombiana 11:11 Films & Ty, apoio da RTP, Instituto do Cinema e audiovisual, Turismo de Portugal e câmara municipal de Lisboa.

O filme, produzido pela Sky Dreams Entertainment, tem estreia marcada para 1 de outubro.

Fernando Salgueiro Maia

Salgueiro Maia - o Implicado - nasceu em Castelo de Vide, em 1944, fez campanhas militares em Moçambique e na Guiné-Bissau e ascendeu ao posto de capitão em 1971.

Como delegado da Arma de Cavalaria, integrou a Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA).

Em 25 de Abril de 1974, comandou a coluna militar que, partindo da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, ocupou a Praça do Comércio e cercou o Quartel do Carmo, em Lisboa, levando à rendição do então presidente do Conselho, Marcello Caetano, e à definitiva queda do Estado Novo.

O "capitão de Abril" foi diagnosticado com cancro e morreu em 1992, com apenas 47 anos.

Os trabalhos de Sérgio Graciano

O realizador Sérgio Graciano trabalha sobretudo em televisão, tendo o nome associado, por exemplo, à série "Conta-me como foi", às telenovelas "Laços de Sangue" e "Prisioneira", e ao programa "Último a sair".

Tem quatro longas-metragens exibidas no circuito comercial: "Assim Assim" (2010), que filmou com apenas cinco mil euros; "Njinga, Rainha de Angola" (2013), que conta a história da guerreira africana Ana de Sousa; "Perdidos" (2017), o filme português mais visto do ano; e "Uma Vida à Espera" (2016) que recebeu o Prémio do Público na 8.ª Edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa.

Em 2020, Sérgio Graciano deve estrear ainda dois outros filmes: "A impossibilidade de estar só" e "O som que desce na Terra".

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