São Bento, "o lugar onde acontece", abre portas para exposição de 15 artistas nacionais

A "Arte em São Bento" conta com 48 obras de arte de 15 artistas, entre os quais Ana Jota, José Pedro Croft ou Julião Sarmento.

Pelos corredores da residência oficial do primeiro-ministro passam, todos os dias, António Costa, assessores ou outros governantes. A partir de 5 de outubro, o palácio abre portas para a sexta edição da arte em São Bento, com a coleção Peter Meeker.

A curadoria é de João Silvério, numa exposição para "afirmar a vitalidade da criação artística nacional e projetar a imagem de um país inovador". A coleção, de Pedro Álvares Ribeiro, conta com mais de 500 obras de artistas nacionais e internacionais, e começou a ser composta nos anos 80.

Durante uma visita guiada pelos vários corredores e salas do Palácio de São Bento, com a orientação do curador, João Silveiro admitiu que "há obras expostas que não via há 20 ou 25 anos".

"Por exemplo, uma escultura de José Pedro Croft, a última vez que a vi e que foi exposta foi fora de Portugal, numa exposição há 20 anos, no centro Galego de Arte Contemporânea", salientou.

A exposição conta com 48 obras de arte de 15 artistas, entre os quais Ana Jota, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis ou Rui Sanches.

O curador, João Silvério, começou a trabalhar na exposição há seis meses, e admite que trabalhar em São Bento "é um desafio", já que "não estamos num museu, mas numa casa onde se trabalha".

"Trabalham aqui muitas pessoas, não há uma única zona que não tenha uma determinada função, e durante um ano tudo isto vai viver com as pessoas que aqui estão. As pessoas têm de viver com algum confronto, mas também confortáveis", explicou.

João Silvério quer que a exposição "cause estranheza" até aos representantes internacionais que visitam o Palácio de São Bento, "mas que se sintam confortáveis". Aliar os dois sentimentos, através da arte, "é muito difícil".

As obras partilham o mesmo espaço que as cadeiras, as mesas e o material de trabalho, mas "não são contingências": "É a forma como se trabalha num espaço que é habitado e vivido".

João Silvério convida até os jornalistas a se sentarem nas cadeiras onde António Costa costuma reunir-se com chefes de Governo ou com os líderes da oposição, "para apreciar a arte de todas os ângulos".

No final da visita, em declarações à TSF, admitiu que "seria difícil concentrar todas estas pessoas", ou seja, governantes e assessores, "numa visita a um dos grandes museus nacionais".

"Era uma operação complexa. Aqui passa-se de uma forma natural, porque é o lugar onde acontece", sublinha, referindo-se às decisões governativas.

No feriado de 5 de outubro, a residência oficial estará aberta ao público, com entrada livre, entre as 15h00 e as 19h00. Até setembro de 2023, a exposição poderá ser visitada no primeiro domingo de cada mês.

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