"Sem nada." Promotores de espetáculos manifestam-se em Lisboa e querem Governo a pagar os rastreios

A obrigatoriedade de realização de testes à Covid-19 nos espetáculos motiva a revolta entre as associações promotoras de eventos. O setor diz que os eventos-piloto não serviram para nada e que o Governo deve suportar os custos dos testes agora exigidos à entrada.

"Vamos a Lisboa porque perdemos tudo." É assim que as associações promotoras de eventos justificam o protesto marcado para esta quarta-feira, na capital, contra as medidas do Governo para o setor. São regras que os promotores consideram "inexplicáveis". Em causa está, por exemplo, a obrigatoriedade de realização de testes à Covid-19 nos espetáculos.

Pedro Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos, assegura que as empresas do setor vão ter prejuízos superiores aos cem milhões de euros perdidos no ano passado, e defende que a gota de água foi a medida decretada pelo Executivo, de tornar obrigatório a realização de testes de diagnóstico para todos os espetadores.

"O clique para irmos até Lisboa foi esta última medida anunciada pelo Governo: a obrigatoriedade de realização de testes apenas para os eventos e para os espetáculos. O custo neste momento, conforme anunciado, ou está do lado do promotor ou do lado do espetador." Pedro Magalhães vê esta medida como propulsora de "um desequilíbrio", e sustenta que as despesas deveriam ser acauteladas pela Tutela. "O custo deveria estar do lado do Estado, do Governo, que devia de uma forma gratuita disponibilizar estes testes", refere, em declarações à TSF.

O presidente da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos responsabiliza ainda a Direção-Geral da Saúde por ter assumido uma falha nos estudos dos eventos teste que foram realizados há três meses. "Do lado da DGS, passados quase dois meses, esqueceram-se de solicitar um dado, que inviabiliza o conhecimento destes testes; ficámos sem resultados", comenta.

"Entendemos que era altura de irmos para a rua e de nos manifestarmos, para ver se nos ouvem", justifica Pedro Magalhães, que lamenta que os eventos-piloto não tenham servido "para nada".

Juntamente com os profissionais do setor, Pedro Magalhães assume o desalento e a revolta. "O objetivo era ainda tentar salvar o verão. Ficámos sem nada, perdemos tudo."

Ao protesto desta tarde juntam-se outras associações do setor cultural, todos a contestar a realização de testes à Covid-19 nos eventos culturais.

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