The Strokes: um concerto muito esperado, mas que acabou "tocado"

A banda era cabeça de cartaz do primeiro dia do NOS Alive, mas a atuação acabou por não corresponder às melhores expectativas dos fãs.

Algés, 6 de julho. O primeiro dia do NOS Alive estava destinado a ficar marcado pelo concerto da banda norte-americana The Strokes. No entanto, a razão para isso acontecer não foi aquela que muitos poderiam esperar.

O concerto dos The Strokes estava marcado para as 22h30, mas o fãs começaram a desesperar à medida que os minutos passavam. Isto porque o atraso se alongava e nem sinal de Julian Casablancas nem da sua trupe.

Passados 20 minutos da hora marcada, lá apareceram os cabeças de cartaz do primeiro dia do NOS Alive. Julian Casablancas, Albert Hammond Jr., Nick Valensi, Nikolai Fraiture e Fabrizio Moretti entraram em palco e começaram logo a tocar "Is This It", do primeiro álbum da banda com o mesmo nome, lançado no longínquo ano de 2001.

No final do tema, o vocalista, Julian Casablancas, tropeça em palco e solta um "ups, drunk again" (em português, "ups, bêbado outra vez"). Foi o primeiro de muitos comentários do músico durante o concerto que mostrava que estava, na melhor das hipóteses, tocado.

A verdade é que, imediatamente, a banda toca os primeiros acordes de "The Adults Are Talking", um dos maiores êxitos do álbum mais recente, The New Abnormal (2020), o que elevou as esperanças dos fãs de que aquele seria um grande concerto.

A música fez sucesso quando foi lançada e também na plateia, naquele que foi o primeiro momento em que milhares de pessoas se juntaram à banda e acompanharam Casablancas.

Depois de "New York City Cops", "Automatic Stop", "Bad Decisions" e "Hard to Explain", a banda norte-americana decidiu fazer uma homenagem à compatriota Clairo e tocaram um cover da artista. "Sofia" foi a música escolhida e, no final, o vocalista dos The Strokes decidiu puxar do humor negro: "Gone, but not fogotten" (ou traduzindo, "desaparecida, mas não esquecida"). A norte-americana não morreu. Apenas ficou retida em Milão por causa dos voos cancelados e foi forçada a cancelar o concerto que tinha marcado para o NOS Alive.

A partir daí, o concerto elevou-se (pelo menos aparentemente), já que a banda tocou vários dos maiores sucessos de seguida. "Under Cover of Darkness", "Threat of Joy", "Reptilla" e "Someday" consecutivamente, mas o tom arrastado com que Julian Casablancas cantava, fazia denotar que o artista não estava a 100%.

Ao longo de todo o concerto, ouvia-se, entre músicas e vindo dos fãs, vários comentários relativos aos excessos cometidos pelo vocalista e que estavam a condicionar a atuação.

A banda retirou-se de palco depois de tocar "What Ever Happened?", mas todos perceberam que voltavam. Julian Casablancas não tinha sequer feito uma despedida do público português. O já tradicional encore e a ansiedade que procura provocar nos fãs, não resultou pela falha de interpretação da banda.

Como esperado, o quinteto voltou ao palco e para lançar mais um sucesso: "You Only Live Once." Mais uma vez, o público acompanhou, não só na letra da música, como tentando reproduzir a melodia.

De seguida, a banda tocou "Selfless", para depois acabar com "Juicebox", uma das interpretações que mais fez o público vibrar. Aí, finalmente, a banda fez a despedida, agradeceu os fãs e abandonou o palco de vez.

Foi um ponto final numa atuação que era das mais esperadas, mas que acabou por ser das mais "tocadas". Não porque a banda tenha tocado o coração dos fãs, mas porque foram mais do que notórios os excessos cometidos por Julian Casablancas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de