"Tivemos sorte!" Festivaleiros estavam com receio da crise na aviação, mas chegaram Alive
Reportagem TSF

"Tivemos sorte!" Festivaleiros estavam com receio da crise na aviação, mas chegaram Alive

A organização do festival espera que 21 mil estrangeiros viajem para Portugal. A TSF falou com alguns dos que não tiveram problemas e estão no NOS Alive.

Por toda a Europa, muitos voos estão a ser cancelados e a criar confusão nos aeroportos. Ainda assim, alguns estrangeiros conseguiram escapar a isso para ir ao NOS Alive.

E por muito que vários festivaleiros tenham conseguido chegar, o cancelamento de voos já afetou o festival depois de a cantora norte-americana Clairo ter tido de cancelar o concerto que iria ocorrer às 20h00 desta quarta-feira no Palco Heineken, visto que os voos provenientes de Milão foram cancelados.

Também de Itália mas sem problemas, Andrea e Eduardo vieram para ouvir a música tocada no Passeio Marítimo de Algés e confessaram o receio em ter o voo cancelado.

"Viemos ontem, de avião. De facto, estávamos com um bocado de medo que o nosso voo fosse cancelado, mas não tivemos problemas", assumiu Eduardo à TSF.

O jovem italiano, que assumiu a função de porta-voz da dupla, explicou que "o voo partiu um pouco atrasado", mas nada que os demovesse: "Cerca de uma hora, mas nada de importante para vir ao festival."

A organização do Alive, a Everything is New, esperava que 21 mil estrangeiros viajassem para Portugal e assistissem aos concertos em Algés, mas os voos cancelados podem levar a que muitos não consigam chegar ao palco principal.

Esse não foi o caso de Anna e Milene, duas neerlandesas que viajaram desde Amesterdão, nos Países Baixos. A crise assustou, mas longe de criar contrariedades e não afetou, de todo, a animação de ambas para o festival.

"Conseguimos escapar a isso. Estávamos a rezar para que o nosso voo não fosse cancelado e tivemos sorte", disse Anna.

A neerlandesa foi, logo a seguir, complementada pela amiga. "O nosso aeroporto estava cheio de gente, porque muitos voos tinham sido cancelados", garantiu Milene.

Em Amesterdão, a confusão instalou-se no aeroporto. "A linha de espera estava em crise. Tinha filas de espera de quatro horas", disse Anna, antes de esclarecer que o voo "partiu entre uma hora e uma hora e meia mais tarde do que estava previsto".

Milene não escondeu o humor e respondeu: "Mas eu também estou sempre atrasada, por isso não fez diferença. Até foi bom."

De Londres vieram o brasileiro Alessandro e o angolano Tomás. Homens de poucas palavras e que foram diretos ao assunto. "O nosso voo estava muito atrasado", lamentou o brasileiro.

Tomás levantou a moral e retorquiu que "estava uma hora atrasado, mas não foi cancelado" e garantiu: "Não nos fez diferença para vir ao festival."

No entanto, o tormento ainda não acabou, porque todos terão de regressar ao país de origem e esperam voltar a escapar à crise estabelecida no sistema de aviação da Europa.

Nos últimos dias, dezenas de voos foram cancelados para entrar ou sair dos aeroportos portugueses, em especial no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

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