"Tudo o que o poeta quer é que a sua palavra seja infinita"

A Cor da Palavra, livro editado no Brasil em 2010 e vencedor do Jabuti no ano seguinte, chega a Portugal numa edição da Húmus que percorre várias fases da obra do poeta, considerado um dos mais brilhantes da sua geração. "Cada fase tem um andamento" e Salgado Maranhão "escreve como quem pinta a palavra".

Nasceu no povoado de Cana Brava das Moças, no interior do Maranhão, mudou-se ainda pequeno para Piauí, em Teresina, onde pela primeira vez entrou numa biblioteca pública. Foi ali que se encontrou com Fernando Pessoa e "nunca mais foi o mesmo". José Salgado Santos, analfabeto até aos 15 anos, é hoje um dos poetas poetas brasileiros mais considerados e distinguidos. Venceu por duas vezes o Jabuti, o maior prémio literário do Brasil, com Mural de Ventos em 1999 e Ópera de Nãos em 2016. A Cor da Palavra, agora editado em Portugal, foi prémio da Academia Brasileira das Letras em 2011. "A poesia chega em lume brando", à folha do poeta, que é também compositor e letrista, cantado por nomes grandes da música brasileira, como Ivan Lins, Ney Matogrosso, Alcione e Zeca Baleiro.

Salgado Maranhão, pseudónimo com que o poeta tropicalista Torquato Neto o baptizou, passou discretamente por Portugal esta semana. Em Lisboa, na livraria Snob, e em São Martinho da Anta no espaço Miguel Torga, onde decorreu a quarta edição do Festival Literário do Douro.

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