Um Homem Tritura Livros e Lê as Palavras

Uma Solidão Demasiado Ruídosa, é um texto de um premio nobel da literatura, e o actor António Simão regressa a um monologo, que noutro tempo teve outra leitura e que neste tempo pode ser lido de outra maneira.

Um homem vive numa cave a prensar papel velho. Todos os dias prensa livros, milhares de livros com toneladas de palavras e torna-se culto, com o que lê nesta cave escura de uma casa velha. António Simão segura estas palavras em monólogo, a escrita de Bohumil Rabhal, checo, faz o resto. Este é um homem só, que vive das memórias do passado, das frases que lê nos livros e das canecas de cerveja. Lê todos os livros que passam por essa cave, e por isso torna-se um homem culto sem querer. É nos livros que este homem encontra uma ideia de esperança, de liberdade, de poesia, mesmo que a vida seja aparentemente sem esperança. Bohumil Rhbal escreveu "Uma Solidão Demasiado Ruidosa", em 1976, mas ainda hoje as palavras fazem sentido, num mundo que vive uma nova fase, mas onde a desumanização continua em curso, com a solidão a marcar terreno como uma pandemia silenciosa.

Uma Solidão Demasiado Ruídosa, está no Teatro Municipal de Almada, Joaquim Benite, sexta e sábado, às 9 e meia da noite e no domingo às 4 da tarde.

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