Uma Falsificadora, Livre, na Clandestinidade

Memórias de uma Falsificadora, é um espectaculo de Joaquim Horta que adapta o livro de Margarida Tengarrinha, a Luta na Clandestinidade pela liberdade em Portugal.

Joaquim Horta, que a conheceu há pouco, e falou com ela, Margarida Tengarrinha, sobre o livro e a vida na clandestinidade, fica quase preso na voz quando a pergunta é: que mulher é esta que foi várias mulheres. Margarida foi muitas mulheres e se ouvirmos Catarino Requeijo, a actriz que nesta versão é Tengarrinha e ela própria e todas as mulheres. Margarida Tengarrinha escreve no livro: constato que falam de factos políticos importantes, momentos altos e heróicos da luta, mas nunca abordam estas questões do quotidiano que nós, mulheres, vivemos pacientemente. Será que foi menos heroico aquele nosso dia-a-dia desgastante e obscuro?

Joaquim Horta não quer fazer deste espectaculo um panfleto, uma ideia fixa de luta pela liberdade, digamos que como o próprio lhe chamou um lembrete, para que o tempo não deixe esquecer certas lutas, é uma espécie de post it na porta do frigorífico.

Uma falsificadora que falsificou documentos, em nome de uma luta, e que ficou tantas vezes confinada em casa, clandestina, são as memórias que não se podem apagar, nem esquecer.

Memórias de Uma Falsificadora, estreia hoje, na sala on line do Teatro S.Luiz, fica disponível das 19h00 até às 00h00, e fica até 19 de abril.

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