Uma tuba no coração

Em orquestra, numa banda, em duetos, quartetos ou a solo, a Tuba dá-nos sempre o som mais grave da família dos metais. Amílcar Gameiro, tuba solista, da Orquestra Gulbenkian conhece-lhe as curvas e os caprichos. O músico que começou aos 10 anos a tocar trombone, tem a tuba no coração. E fôlego, muito fôlego.

Pom pom...pã, pã ra pa ra, pã pã

Notas simples, ou paisagens sonoras que vão de Ígor Stravinsky a Gustav Mahler, Merlioz ou Wagner. A tuba toca tudo, como os outros instrumentos.

E, como todos os outros instrumentos, pede dedicação total " são muitas horas, todos os dias, sem dedicação total perdemo-nos nas curvas da tuba". Amílcar Gameiro vai falando e "acariciando" a tuba.

O lugar de solista na Orquestra Gulbenkian, onde está efectivo desde 2010, surge depois de ter passado por outras formações_ Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Sinfonieta de Lisboa, Banda Filarmónica da Guarda Nacional Republicana.

E é na banda da GNR que larga o trombone, instrumento que lhe "enchia a alma" desde os 10 anos, quando iniciou os estudos musicais na Sociedade Filarmónica União Seixalense. Vencedor do Prémio Jovens Músicos, é um dos fundadores do Grupo de Metais do Seixal, e é ele quem nos leva, neste dia internacional da Tuba, pelos sons e pelas curvas caprichosas do instrumento do seu " coração". Ao ponto de lhe tirar o fôlego.

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