Uma vida em pontas. Como a pandemia deixou em suspenso o futuro dos jovens bailarinos

Hoje é o dia do artista. Os artistas que por causa da pandemia tem vivido dificuldades.

Se os profissionais já com uma carreira nas artes têm tido problemas de trabalho; os jovens que este ano terminam a formação não conseguem estágios porque as companhias não estão a aceitar novos contratos, é este o caso da maioria dos alunos de dança do Conservatório Nacional que decidiram ingressar em licenciaturas fora de Portugal.

Rita Ferreira, terminou o 12º ano, e se tudo fosse normal como nos outros anos a Rita e os colegas finalistas da Escola Artística do Conservatório Nacional (EADCN) tinham passado os últimos meses em audições em companhias espalhadas por toda a Europa, mas este foi um ano diferente.

"Devido à pandemia foi mais complicado e falo pelos meus colegas em que normalmente o pico alto das audições nas companhias é em março e este ano tivemos que ficar todos confinados em casa e aconteceu que muitas companhias começaram a contactar-nos e a informar-nos que os contratos abertos iriam ser fechados e não iam contratar ninguém", explica.

Assim com as vidas profissionais em suspenso devido à crise sanitária a alternativa é continuar a formação no ensino superior e no exterior porque "as companhias valorizam agora mais a experiência" académica.

Deste modo a carreira profissional começa mais tarde, também na esperança de que no tempo da licenciatura as coisas melhorem com a atual falta de procura da companhias por bailarinos novos.

São estas as preocupações de um bailarino onde em Portugal a pandemia juntou-se às falhas no apoio à dança profissional em companhias independentes daí que a opção seja ir para o estrangeiro porque "existe uma maior oferta e uma maior qualidade de vida na profissão dos artistas lá fora neste momento", conclui Rita Ferreira, uma jovem artista da dança que quer seguir a carreira mas tem que emigrar.

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