"Vida de Artistas", a última cena de Jorge Silva Melo

"Será com certeza um momento de emoção", António Simão tomou as rédeas da última peça encenada por Jorge Silva Melo. O trabalho estava todo feito, sugere o amigo e produtor que o acompanha na companhia fundada em 1995, referindo-se ao espetáculo que estreia esta noite no Teatro São Luiz, em Lisboa "todos vão reconhecer a assinatura dele".

"O olhar dele está impregnado em toda a equipa, esta subida ao palco vai ser uma vitória", garante António Simão afiançando que os Artistas Unidos vão ficar " ainda mais unidos". Quase uma semana depois da morte de Jorge Silva Melo, a peça "Vida de Artistas", é um texto de Noel Coward, ator, dramaturgo e encenador, que o próprio Jorge Silva Melo, considerava " mais profundo" do que podia parecer, e por quem nutria algum apreço.

O texto remete para os anos 30, entre a Grande Depressão Americana e antes da Segunda Guerra Mundial : " um teatro que fala das luzes, joias, veludos, do glamour. Uma comédia de costumes que satirizava, como ele tanto gostava", explica António Simão, outra das referências da companhia, que assume " a continuação do trabalho dele", recordando que a marca de Jorge Silva Melo está presente não só na equipa " atores e técnicos, que trabalharam mais com ele, mas também através da formação com toda a comunidade".

Era um homem de uma vida imensa, conclui António Simão, "cuja morte vai tolher, vai cortar uma força dinamizadora e de desenvolvimento artístico. A vida para ele foi sempre pequena demais". Deixou um grupo, os Artistas Unidos, que vai continuar o seu trabalho" deixou um grupo de pessoas juntas, que o seguirão, sem dúvida nenhuma, sem haver ninguém que o siga. Isso seria impossível".

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