Leilão para energia solar flutuante no próximo ano

O Governo está a preparar para 2020 a venda em leilão de 7,6 Gigawatts (GW) de produção elétrica solar em painéis fotovoltaicos flutuantes.

O governo quer que as jangadas solares encham as barragens portuguesas mas ainda não criou as regras para a instalação destes equipamentos pelos produtores de energia.

Esta quarta-feira, questionado pelos deputados na Comissão Parlamentar de Economia, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes anunciou que quer "criar condições para que no próximo ano o futuro Governo faça (e faça bem), um leilão para o solar flutuante".

Para Matos Fernandes, "este ano é um ano importante para nós fazermos uma coisa: haver duas experiências e a massificação" da tecnologia, que está a ser testada pela EDP no Alto Rabagão e, em maior escala, no Alqueva.

Já sobre o desenho e o rendimento para o Estado deste tipo de produção o ministro com a tutela da energia diz que lhe "parece claro que estando neste momento a serem reconvertidos os Planos de Ordenamento de Albufeira em Programas de Ordenamento de Albufeira é nesse contexto que deve ser feita esta mudança. Isto é, deve ser definido quais são as áreas onde podem ser instalados esses painéis solares".

O ministério do ambiente já fez as contas e se 20% da área das 50 maiores barragens do país forem ocupadas com painéis fotovoltaicos a produção solar chega aos 7,6 GW e assim cumpria-se o objetivo de produção solar em 2030, expresso no Plano Nacional de Energia e Clima.

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