ADSE quer aumentar preço das consultas

As novas tabelas prendem-se com a captar mais médicos para o regime ADSE.

A nova proposta de tabelas da ADSE, publicada esta sexta-feira no Jornal de Negócios, prevê que os beneficiários paguem um euro e meio a mais, mas a comparticipação da ADSE também sobe.

Um beneficiário da ADSE paga neste momento 3,99 euros por uma consulta numa unidade privada de saúde. Na nova tabela de preços, consta que passará a pagar 5,50 euros. Trata-se de uma subida de 1,51 euros, justificada por João Proença, vogal da ADSE, pela necessidade de captar mais médicos para o regime convencionado.

A ADSE também aumenta a comparticipação em perto de cinco euros: passa de 14,47 euros para 19,50 euros. Ouvido pelo Jornal de Negócios, João Proença explica que os preços não são atualizados há quase duas décadas, e a ADSE tem vindo a perder médicos e prestadores (em dois anos, houve uma queda de 9%).

Quando os privados ameaçaram rasgar os acordos, em fevereiro de 2019, as novas tabelas foram prometidas para breve. São atualizadas agora, um ano e meio depois, numa altura em que a subida de preços é já mais consensual entre os responsáveis.

Com este aumento a ADSE espera conseguir mais médicos para a rede, já que tem tido dificuldade em fazer convenções com clínicos fora das zonas urbanas e também em Lisboa.

Falta apenas o parecer do Conselho Geral e de Supervisão.

No último ano, a despesa com a ADSE chegou quase aos 43 milhões de euros, num total de 2,88 milhões de consultas no regime convencionado.

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