"Agradeço aos que não desertaram." Costa ataca PSD e BE e garante respeito por contrato com Novo Banco

O primeiro-ministro lamenta que partidos "tenham desertado ou não tenham conseguido resistir à tentação populista".

António Costa reagiu à aprovação do Orçamento do Estado para 2021 a recordar o percurso feito nos últimos cinco anos, nomeadamente as "contas certas", mas apontando as agulhas para a necessidade de combate à pandemia que o país está a enfrentar.

O Orçamento "reforça" as condições para apoiar as famílias, o emprego e as empresas. "Não é a aprovação que resolve de uma forma mágica todos os problemas do país", mas é "importante ter esta ferramenta".

"Quero agradecer àqueles que não desertaram", afirmou, com uma farpa ao Bloco de Esquerda que, pela primeira vez, chumbou um Orçamento de António Costa na votação final global, e com um agradecimento ao PCP, PAN, PEV e às deputadas não-inscritas.

António Costa lamenta que partidos "tenham desertado ou não tenham conseguido resistir à tentação populista de aprovar medidas que podem ameaçar a credibilidade internacional", mas pede confiança aos portugueses.

Costa garante que o Governo vai "assegurar que, em caso algum, a credibilidade nacional vai ser posta em causa".

"Contrato assinado é contrato que tem de ser honrado, lei que existe é lei que tem de ser respeitada", garante o primeiro-ministro, que recusa que o país ande ao sabor das "conveniências políticas".

"É assim que iremos fazer e é assim que vamos garantir que seja", rematou o primeiro-ministro.

Maiorias negativas não amedrontam Costa: "Se não há cão, haverá gato"

António Costa considera que é preciso servir Portugal e os portugueses sempre, independentemente do momento e sem populismos.

"É muito triste ver que um político com tantos anos de experiência como Rui Rio se permite deitar pela janela a credibilidade de afirmações que fez, por exemplo sobre portagens, para votar unica e exclusivamente para poder obter uma popularidade efémera", atirou.

"Ninguém nos vai amedontrar para fazer maiorias negativas", apontou, frisando que "se não há cão, haverá gato" porque "o país não perdoaria se não fizessemos aquilo que temos de fazer".

O primeiro-ministro assegurou que não haverá contratos rasgados e, como tal, os compromissos vão ser cumpridos.

A votação final global do Orçamento do Estado foi aprovada com votos a favor do PS, abstenções de PCP, PAN, Verdes, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues e votos contra de PSD, BE, CDS, Chega e IL.

Ainda assim, a polémica centrou-se no Novo Banco, com o Fundo de Resolução impedido de injetar mais dinheiro na instituição. A proposta do Bloco de Esquerda contou com os votos favoráveis do PSD e de Joacine Katar Moreira.

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