Novo aeroporto. Marcelo traça condições para a decisão e deixa recado sobre "escolhas" a Costa

Ministro assume "erros de comunicação" no processo que levou o primeiro-ministro a mandar revogar o despacho sobre o novo aeroporto e a sublinhar a necessidade de uma "solução negociada e consensualizada". Siga as reações na TSF.

PorTSF
© José Sena Goulão/Lusa
Ouça o comentário do diretor da TSF e comentador de Política, Domingos de Andrade, às palavras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo espera "decisão rápida" sobre aeroporto e diz que Costa é responsável pela continuidade de ministro

Marcelo Rebelo de Sousa começou por sublinhar que desconhecia o polémico despacho, já revogado, e sublinhou que espera que a decisão sobre o aeroporto seja rápida.

"Depois de revogar o despacho, como será o futuro? Os portugueses esperam que seja um futuro que tenha uma decisão relativamente rápida, que seja uma matéria consensual - o primeiro-ministro prometeu que iria ser feito tudo para ser consensual porque se trata de uma solução para décadas - e tem de ser consistente e clara do ponto de vista político, técnico e económico", explicou.

Sobre a continuidade de Pedro Nuno Santos no Governo, Marcelo disse que é Costa quem tem, a cada momento de ver quem está "em melhores condições para ter êxitos nesses objetivos".

"É ele que tem de ser responsável pelas escolhas mais ou menos felizes. É tão simples quanto isto", acrescentou.

IL fala em "novela mexicana"

O presidente do Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, considerou que o país está perante "uma novela mexicana", uma vez que houve "um ministro que foi desautorizado de uma forma humilhante" e "um primeiro-ministro que reconheceu um erro grave", mas não demitiu o governante que errou.

Na ótica do deputado liberal, o executivo socialista está "hoje mais frágil" e João Cotrim Figueiredo levantou dúvidas sobre as declarações de António Costa e Pedro Nuno Santos: "Não sabemos a história toda".

"Pedro Nuno Santos já não existe politicamente"

André Ventura acusa o Governo de fazer do parlamento "um mero circo de nulidade" e defende que o ministro das Infraestruturas "já não existe politicamente".

"Isto é muito grave e tem de ter consequências. Não há nenhum partido aqui dentro que não tenha percebido que Pedro Nuno Santos já não existe politicamente, está desautorizado a todos os níveis pelo primeiro-ministro e gere dossiers fundamentais como a TAP, as infraestruturas e as reformas com milhões que vêm da Europa nos próximos anos. Espero que o Presidente da República tome uma decisão sobre isto. É o chefe de Estado, o garante do regular funcionamento das instituições e deve apontar o caminho da saída a Pedro Nuno Santos", explicou Ventura.

Questionado sobre se o Chega vai apresentar uma moção de censura, Ventura afirmou que, para já, é importante ouvir o que Marcelo tem para dizer.

"Depois, a juntar ao que tem acontecido na saúde, é preciso fazer uma avaliação política. Brutal descoordenação no Governo e falta de autonomia e autoridade do primeiro-ministro numa situação como esta. Hoje é este ministro, amanhã será outro e é o início da desagregação do Governo num momento tão importante para o país", acrescentou o presidente do Chega.

Costa "revelou todo o medo que tem da força de Pedro Nuno Santos junto do aparelho do PS", diz Nuno Melo

O presidente do CDS, Nuno Melo, reagiu à polémica em torno do ministro das Infraestruturas, afirmando que o que "aconteceu não é possível num regime democrático digno desse nome". Para o líder centrista, ao manter o ministro das Infraestruturas no Governo, Costa "revelou todo o medo que tem da força de Pedro Nuno Santos junto do aparelho do PS".

"O partido prevaleceu sobre o país. O que hoje aconteceu, não é possível num regime democrático digno desse nome. O primeiro-ministro perdeu hoje toda a sua autoridade para continuar a exercer as suas funções. A manutenção de Pedro Nuno Santos no Governo significa que o primeiro-ministro não tem hoje autoridade nem força para demitir um ministro que o desautorizou publicamente", assinala Nuno Melo.

O líder do CDS diz ainda que "um episódio assim não pode acontecer e passar como se nada fosse": "É realmente muito grave e manifestamente coloca em causa o normal funcionamento das instituições democráticas."

PCP critica "grande contradição do Governo"

Paula Santos, do PCP considera que os desenvolvimentos desta quinta-feira revelam a intenção do PS e do PSD em servir os interesses da VINCI enquanto nega ao país o direito de ter uma insfraestrutura aeroportuária que permita o seu desenvolvimento.

"Revelam também uma grande contradição do Governo, as dificuldades em justificar ao país a opção pelo Montijo e porque se mantém submisso aos interesses da ANA. Há necessidade do Governo de clarificar porque não defende, de forma firme e determinada, o que interessa ao nosso país. Aquilo que importa é não continuarmos a adiar a concretização e uma solução que é fundamental para o país. Exige-se ao Governo que assuma as suas responsabilidades", explicou a líder parlamentar comunista.

Para o PCP, o Governo tem todas as condições para tomar uma decisão e "só não o faz porque não quer".

Marcelo fala ao início da noite

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fala aos jornalistas pelas 20h10 e não deve fugir à polémica entre António Costa e Pedro Nuno Santos.

Rio "curioso" para ouvir Marcelo

"Estou curioso para saber o que é que o senhor Presidente da República vai dizer", adianta o líder social-democrata, antevendo desde já as declarações de Marcelo ao início da noite.

A reagir, no Parlamento, às declarações do primeiro-ministro sobre a polémica com Pedro Nuno Santos, acusa o Governo de andar "aos ziguezagues" e não estar a ser "eficaz nem credível".

"É uma situação absolutamente caricata", adianta também o ainda líder do PSD, que nota o que diz ser "falta de coragem" para demitir o ministro Pedro Nuno Santos.

Questionado sobre uma moção de censura ao Governo, Rio afasta o cenário.

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"Confiança está totalmente restabelecidada"

António Costa garante que a confiança em Pedro Nuno Santos "está totalmente restabelecidada".

"Conheço há muitos anos o ministro das Infraestruturas. Tivemos uma conversa muito franca, tenho a certeza de que não agiu de má fé e teve a humildade de corrigir o erro que tinha cometido. A confiança está totalmente restabelecidada", sublinhou.

O primeiro-ministro afirma que agora o Governo vai trabalhar com o PSD para uma solução para o aeroporto. O objetivo é avançar com o processo quando houver uma base sólida.

"Tendo sido definido que íamos dialogar com a oposição para procurar uma posição que fosse consensual a nível nacional, não é a dois dias do congresso do maior partido da oposição que se toma uma posição. Desejamos ao PSD muitas felicidades no seu congresso e depois vamos dialogar para resolver um problema nacional", afirmou António Costa.

Costa reconhece "erro grave" de Pedro Nuno Santos e revela que despacho já foi revogado

O primeiro-ministro reconheceu que Pedro Nuno Santos cometeu um "erro grave", mas foi "prontamente corrigido" e, portanto, a orientação do Governo está restabelecida. O despacho também já foi revogado.

"Esta é uma decisão que já se arrasta há muitas décadas e que exige um grande consenso nacional, pelo menos com o principal partido da oposição, o PSD. Havendo o Congresso do PSD esta semana, devemos aguardar. Este processo deve ser sempre seguido, com toda a informação, por parte do Presidente da República", explicou Costa, que também revelou que o despacho foi revogado, "já não existe".

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António Costa fala por volta das 18h00

O primeiro-ministro, António Costa, tem na agenda uma visita à Exposição “Traverser la Nuit” com o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, e deve falar aos jornalistas sobre a polémica com o ministro Pedro Nuno Santos antes do início da iniciativa.

"Minha inteira responsabilidade." Pedro Nuno Santos assume "erros de comunicação", mas não sai do Governo

O ministro Pedro Nuno Santos começou por lamentar a "situação crítica" e assumir "erros de comunicação".

"Queria, desde logo, lamentar toda esta situação crítica à volta do despacho de avaliação ambiental estratégica. Situação fruto de erros de comunicação, que são da minha inteira responsabilidade. Estas falhas tiveram consequências e causaram esta situação pela qual, obviamente, me penalizo profundamente. Tínhamos um procedimento definido e a vontade de concretizar, realizar levou a que esse objetivo não fosse concretizado. É uma falha relevante que assumo e que não mancha o trabalho já longo em conjunto com o primeiro-ministro", explicou.

O responsável pela pasta das Infraestruturas recordou também que o trabalho com o primeiro-ministro "tem anos" e, além de uma relação profissional, é também de amizade e não fica manchada "por um momento infeliz".

"Queremos ultrapassar este momento, retomar o nosso trabalho em conjunto e reconstruir a nossa relação de confiança e trabalho. Neste tema em concreto do aeroporto vamos seguir o procedimento seguido pelo primeiro-ministro de procura ativa do consenso, nomeadamente com o maior partido da oposição, para garantirmos estabilidade às decisões que envolvam a localização e todas as decisões relevantes para o futuro aeroporto de Lisboa e do país", afirmou.

Por fim, o ministro das Infraestruturas reafirma que quer continuar a trabalhar nesta "caminhada de sucesso".

"Falha na articulação e na articulação com o primeiro-ministro e restantes colegas do Governo. Vamos continuar com grande confiança e proximidade. Neste caso em concreto vamos trabalhar para conseguir o consenso necessário", acrescentou Pedro Nuno Santos.

Marcelo diz que "é preciso saber esperar"

No Parque das Nações, por onde circula, nesta altura, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, Marcelo Rebelo de Sousa fugiu às perguntas dos jornalistas sobre a crise no Governo

"É preciso saber esperar, é uma qualidade fundamental", assinalou em francês e em português.

Marcada conferência de imprensa no Ministério das Infraestruturas

Pedro Nuno Santos falará às 16h30, numa conferência de imprensa no Ministério das Infraestruturas. A conferência de imprensa foi marcada depois da reunião com António Costa, na residência oficial do primeiro-ministro.

Reunião entre Costa e Pedro Nuno Santos já terminou

A reunião entre o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já terminou, sabe a TSF.

O encontro em São Bento durou apenas 40 minutos, não estando, para já, previstas declarações. O Governo remete esclarecimentos para um comunicado que será, entretanto, divulgado.

Reunião iniciada. Costa também já está em São Bento

O primeiro-ministro, António Costa, também já está em São Bento após ter viajado a partir de Madrid.

Está agora reunido com o ministro Pedro Nuno Santos.

Pedro Nuno Santos em São Bento para reunir com Costa

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já chegou à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, para reunir-se com António Costa, confirmou a TSF.

O chefe do Executivo recusou-se, esta manhã em Madrid, a comentar a revogação do despacho da tutela de Pedro Nuno Santos sobre a solução aeroportuária Alcochete/Montijo, defendendo não falar de política nacional fora do país.

António Costa remeteu explicações, se necessárias, para quando chegasse a Portugal, numa altura em que os partidos pedem a demissão de Pedro Nuno Santos.

*com Filipe Santa-Bárbara

Pedro Nuno Santos substituído pelo secretário de Estado adjunto e das Infraestruturas no CM. "Não faria qualquer leitura política" da substituição, diz Mariana Vieira da Silva

Após reunião do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva avança que o ministro Pedro Nuno Santos foi substituído pelo secretário de Estado adjunto e das Infraestruturas.

Para a ministra, substituições como esta são "normais e regulares", e é algo que "ocorre quando existe um impedimento".

"Não faria qualquer leitura política" desta substituição, afirma.

Sobre a polémica do novo aeroporto de Lisboa, Mariana Vieira da Silva remete para o comunicado do gabinete do primeiro-ministro, que determinou a revogação do despacho de Pedro Nuno Santos, "procurando garantir que a resolução é feita num quadro de maior consenso possível, para que seja duradoura e efetiva".

"O governo mantém a intenção de resolver o problema do aeroporto de Lisboa e essa resolução passa por um entendimento mais alargado", afirma.

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"Percebe-se que existe um mal-estar entre António Costa e Pedro Nuno Santos"

Pelo lado do Chega, Pedro Pinto vê um governo a desagregar-se. O deputado defende a demissão de Pedro Nuno Santos, mas não põe as mãos no lume.

"Isto prova, ao contrário do que disse o senhor primeiro-ministro, que este Governo não está coeso e muito menos é credível. Falta coesão no Governo, percebe-se aqui que existe um mal-estar entre António Costa e Pedro Nuno Santos e não queremos pensar que não há diálogo entre o primeiro-ministro e os seus ministros. Pedro Nuno Santos não poderá continuar neste Governo, mas com a ministra da Administração Interna, com o ministro Eduardo Cabrita, inclusive agora com a ministra Marta Temido, percebemos que António Costa gosta muito de segurar os seus ministros no Governo", afirma no Fórum TSF.

"Não há exceção à regra", afirma Costa

António Costa fala aos jornalistas sobre as conclusões da Cimeira da NATO, em Madrid. Questionado sobre o novo aeroporto de Lisboa, António Costa lembra que tem uma regra de "não comentar assuntos de política nacional fora do território nacional".

O primeiro-ministro diz que "não há exceção à regra", pelo que remete quaisquer declarações para quando regressar em Portugal.

Demissão de Pedro Nuno Santos "não é um assunto que diga respeito ao grupo parlamentar do PS"

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, recusou comentar a polémica da solução do novo aeroporto de Lisboa.

Questionado sobre o futuro do executivo, o deputado afirmou que "o grupo parlamentar do PS não sabia nem tinha de saber" sobre a possível demissão de Pedro Nuno Santos. "A condução e orientação do Governo é exclusiva do primeiro-ministro e, portanto, esse não é um assunto que diga respeito ao grupo parlamentar do PS", concluiu.

Livre fala em "solução sem sentido" do Governo sobre novo aeroporto de Lisboa

Rui Tavares, do Livre, diz que a solução apresentada esta quarta-feira pelo Governo para o novo aeroporto de Lisboa "não fazia nenhum sentido" e fala numa "oposição interna" liderada pelo primeiro-ministro, António Costa.

"É uma trapalhada." PAN critica forma de comunicação do Governo

Inês Sousa Real, do PAN, reagiu à revogação do despacho publicado na quinta-feira sobre a solução do novo aeroporto de Lisboa, classificando de "trapalhada" a comunicação do Governo nas últimas horas.

"Parece-nos relevante que uma matéria tão importante para o país não tenha passado pelo conhecimento do Presidente da República ou por uma auscultação prévia de todos os partidos da oposição", defende a deputada.

"Portugal parece uma república das bananas." IL diz Pedro Nuno Santos "acha que pode fazer o que quer no Governo sem informar"

Cotrim de Figueiredo fala numa luta interna pela sucessão na liderança do PS que sacrifica o interesse público. O líder da Iniciativa Liberal não vê saída que não seja a demissão de Pedro Nuno Santos.

"Portugal parece uma república das bananas. Temos um primeiro-ministro que não tem autoridade sobre o seu próprio Governo, um Governo que tem três meses de funções e que tem maioria absoluta e que devia, por isso, ser mais estável e ter mais mão naquilo que se passa e temos um ministro - e se calhar não é o único - que acha que pode fazer o que quer no Governo sem informar a quem de direito", afirma no Fórum TSF.

O líder da IL considera que este caso "já não é uma questão política, é uma questão de dignidade pessoal perante uma humilhação pública destas".

"Provavelmente estamos a assistir a um braço de ferro em que o primeiro-ministro acha que não deve demitir o ministro e o ministro acha que não se deve demitir, cada um empurra para o outro o ónus de sair do Governo. Estamos a assistir, em prejuízo do país, uma luta interna do PS para a sucessão de António Costa", conclui.

"Governo mantém postura de submissão aos interesses da ANA"

A polémica sobre o novo aeroporto de Lisboa está em debate no Fórum TSF. O Partido Comunista Português sugere que, por trás de tanta revolta, estão os interesses da empresa gestora dos aeroportos que é responsável pela construção da nova infraestrutura.

A líder parlamentar comunista, Paula Santos, nota falta de firmeza do Executivo.

"O que isto revela é uma grande descoordenação, uma fragilidade das opções do Governo, mas uma questão ainda mais preocupante: entre os interesses da ANA e entre os interesses nacionais, o Governo mantém uma postura de submissão àqueles que são os interesses da ANA. É preciso ter presente que até à privatização da ANA, havia um amplo consenso no país. Não havia contestação de ninguém relativamente à solução de construção do novo aeroporto de Alcochete", considera.

BE considera maioria absoluta do PS o "pântano político do país"

O Bloco de Esquerda, representado por Pedro Filipe Soares, diz que António Costa "deve explicações ao país" sobre a solução para o aeroporto de Lisboa.

Para os bloquistas, Portugal está a assistir a um "caos político", referindo que a "maioria absoluta do Partido Socialista é o pântano político do país".

É incompreensível que o primeiro-ministro esteja a tomar estas decisões sem explicar ao país o que está a acontecer no seio do Governo", afirma o deputado do BE.

Costa apanhado de surpresa, desconhecia despacho de Pedro Nuno Santos

António Costa desconhecia o despacho do Governo para avançar com uma solução dupla para o novo aeroporto de Lisboa, apurou a TSF. O primeiro-ministro, que está em Madrid na Cimeira da NATO, foi apanhado de surpresa.

O primeiro-ministro deixou nas mãos do PSD uma solução para o aeroporto de Lisboa, pedindo um consenso generalizado entre Governo e oposição. Na quarta-feira, Pedro Nuno Santos defendeu que o novo líder do PSD, Luís Montenegro, "colocou-se de fora".

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"Não vejo condições para este ministro continuar"

Rui Rio considera que a "decisão unilateral" do ministro Pedro Nuno Santos sobre uma nova solução para o novo aeroporto de Lisboa é "de extrema gravidade", tendo faltado "ao respeito ao primeiro-ministro".

"Este ministro não tem condições para estar no Governo", afirmou Rui Rio em declarações aos jornalistas sobre a polémica do aeroporto de Lisboa após António Costa mandar revogar o despacho do ministério de Pedro Nuno Santos.

"Este ministro já não devia estar no Governo por uma série de outros dossiers, nomeadamente o da TAP", assinalou. Por isso, "o primeiro-ministro não tem outra solução que não seja demitir este ministro depois de tudo o que aconteceu e como ele se comportou já no Governo anterior".

"Se o ministro continuar em funções, o Governo está numa situação de confusão geral", sublinha, defendendo que se o primeiro-ministro não demitir Pedro Nuno Santos, o Presidente da República deveria "forçar essa demissão".

"Se o Governo assobiar para o ar e tudo continuar na mesma, o Presidente da República deve ter uma intervenção. Isto é algo de quase inédito", frisa, concluindo que "isto é manifestamente uma derrota para o Governo".

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CDS pede demissão de Pedro Nuno Santos

O presidente do CDS, Nuno Melo, defendeu esta manhã a demissão de Pedro Nuno Santo e acusou o Governo do PS de governar de forma "ligeira e incompetente".

O líder dos centristas afirma que este é mais "um exemplo da forma ligeira e incompetente com que o PS no governo decide politicamente em Portugal", considerando que este executivo está "em roda viva".

"Não resta muito a Pedro Nuno Santos que não seja demitir-se antes de ser demitido."

Ouça a opinião do Diretor da TSF, Domingos de Andrade, à revogação de António Costa ao despacho de Pedro Nuno Santos sobre novo aeroporto.

"Solução tem de ser negociada." Costa trava despacho de Pedro Nuno Santos sobre novo aeroporto

O primeiro-ministro, António Costa, determinou esta quinta-feira a revogação do despacho publicado na quinta-feira sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa e reafirmou que quer uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria.

"O primeiro-ministro determinou ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem [quarta-feira] publicado sobre o novo aeroporto da região de Lisboa", lê-se num comunicado a que a TSF teve acesso e que foi divulgado, esta quinta-feira, pelo gabinete de António Costa.

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"Não há soluções sem espinhas em matéria de aeroportos"

O ministro das Infraestruturas diz que já não é possível esperar mais para encontrar uma solução para substituir o aeroporto Humberto Delgado. Em declarações à SIC Notícias, Pedro Nuno Santos admitiu que não há soluções sem espinhas e era preciso decidir rapidamente.

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"Governo está em roda livre." Associação Zero critica decisão do Governo sobre novo aeroporto

O Governo está "em roda livre" por não respeitar os estudos de impacto ambiental para a construção do novo aeroporto de Alcochete e também a pista complementar do Montijo. É a reação do presidente da associação ambientalista Zero depois do anúncio feito, na quarta-feira, pelo Ministério das Infraestruturas. Em declarações à TSF, Francisco Ferreira critica o que entende ser a falta de estratégia do Executivo na gestão de instrumentos que, em poucos anos, se podem tornar supérfluos.

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Ambientalistas consideram anúncio governamental sobre aeroporto de Lisboa ilegal e inaceitável

Várias das principais organizações portuguesas de defesa do ambiente divulgaram um comunicado conjunto em que consideram o anúncio governamental de avanço dos aeroportos no Montijo e Alcochete "ilegal e inaceitável".

O texto é subscrito pelas organizações Almargem, Associação Natureza Portugal / WWF, A ROCHA, FAPAS, GEOTA, Liga para a Proteção da Natureza, Quercus, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e ZERO.

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"Obsessão com o Montijo" e "cidade das duas margens". Autarcas reagem a solução sobre aeroporto

Os presidentes das câmaras municipais que vão ser abrangidos pela solução encontrada para a construção do novo aeroporto da Área Metropolitana de Lisboa aceitam a decisão, mas levantam questões.

O autarca do Montijo, Nuno Canta, assinala que com estas escolhas pode começar a resolver-se o "problema da grande assimetria entre as duas margens", com o rendimento per capita da margem Norte a ser neste momento "o dobro" do da margem Sul.

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Autarca da Moita não abdica de "salvaguarda dos impactos ambientais"

O presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, garantiu à TSF que o município não abdica da "salvaguarda dos impactos ambientais" na freguesia da Baixa da Banheira.

"Um investimento desta natureza é de grande importância. Não só para a região, mas também para o país e a Moita em particular. Foi o próprio primeiro-ministro que disse no Parlamento em resposta a um deputado da CDU, que não haveria aeroporto no Montijo sem a salvaguarda dos impactos ambientais que terá na freguesia da Baixa da Banheira, posição da qual nós não abdicamos", assegurou

.E prossegue: "Compreendemos a visão que o Governo tem de reconhecer que é muito complicado que infraestruturas e decisões que têm impacto nacional estejam, neste caso, a necessitar da decisão de uma autarquia a nível local."

"Mas seja qual for a lei seja implementada, ainda que possa retirar o poder de veto dos municípios, nunca deixará de ter o ónus político de avançar contra a vontade de um município. Por isso é que eu acho que existe toda a vontade e toda a disponibilidade do Governo de criar um amplo consenso relativamente a esta matéria", conclui o autarca.

Avanços no aeroporto de Alcochete definidos por triggers

O avanço da ANA - Aeroportos de Portugal para o projeto de Alcochete vai ser deflagrada por "triggers, fatores de capacidade ou temporais" definidos pelo Governo.

Em entrevista à RTP, o ministro Pedro Nuno Santos, explicou que, estando o Montijo operacional e a apoiar o funcionamento do aeroporto de Lisboa, o avanço das obras em Alcochete vai ficar dependente de parâmetros ainda por definir.

"Ao mesmo tempo que avançarmos para o Montijo começaremos a trabalhar com a ANA para preparar tudo para virmos a ter Alcochete", indicou o governante, assumindo desde já que também um dia a solução do Montijo "acabará por estar esgotada".

"Não podemos ter infraestrutura de importância nacional dependente do veto de um presidente de câmara"

A lei que permite o veto das autarquias "tem de ser alterada" porque, assinala o ministro, "não podemos ter uma infraestrutura de importância nacional dependente do veto de um único presidente de câmara".

Pedro Nuno Santos defende que tal "não faz sentido" e garante que "não é desrespeito por ninguém" porque é o Parlamento que vai legislar.

Montenegro não foi ouvido? "Pôs-se de fora" com declarações sobre competência do Governo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, acusa o líder eleito do PSD, Luís Montenegro, de se ter "colocado de fora" do processo de discussão sobre o novo aeroporto de Lisboa ao acusar o Governo de incompetência.

Questionado em entrevista à RTP sobre porque é que o Governo não esperou para conversar com Montenegro - como Costa disse que iria fazer -, Pedro Nuno Santos assinalou que "houve várias declarações públicas a apelar ao consenso" e, do líder eleito, "a única coisa" que o executivo teve "foi uma declaração, aliás muito desagradável, em que a única coisa que disse foi que o Governo era incompetente e incapaz de decidir".

O ministro defende que, com esta posição, Montenegro "colocou-se de fora e não aproveitou a oportunidade para se disponibilizar" para um consenso.

"As declarações que fez foram de alguém que se quis por de fora e nós tivemos de decidir", assinalou, rematando que "não é a primeira vez" que o PSD "faz isto".

"Se a liderança do PSD não tivesse alterado aquela que era a posição do PSD, o Montijo hoje estava em obras", garante.

Marcelo espera que Costa lhe dê "contornos concretos" do novo aeroporto

O Presidente da República assinala não ter condições para comentar o despacho sobre a decisão do novo aeroporto por ter estado em reuniões bilaterais ao longo da tarde.

Presumindo que tenha "implicações ao nível do Presidente da República", em especial no que respeita a alterações ao decreto-lei de 2007, alterado em 2010, Marcelo espera por um diploma legal para intervir.

"Até lá, terei informação do senhor primeiro-ministro sobre os contornos concretos desta solução", sublinhou, reconhecendo que ainda não falou ainda com Costa porque a situação "foi ajustada agora".

Sem responder a questões sobre o timing do anúncio, o chefe de Estado mantém que ainda vai ler o despacho para saber se implicar alterar a lei e, portanto, uma promulgação do Presidente da República, ficando ainda à espera para conhecer os "contornos exatos" da solução "a dois tempos".

"Preciso de saber os pormenores jurídicos, políticos e técnicos da solução, vou esperar para me pronunciar", asseverou perante a insistências dos jornalistas em Belém.

IL diz que "falta informação", mas considera que é um caso "bizarro"

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, considera que a solução apresentada pelo Governo para o novo aeroporto de Lisboa "bizarra", mas avisa que "falta informação".

"Eu sei que foi a IL que levantou o assunto de haver um concorrente direto, um operador de Espanha, que estava a decidir a localização de um aeroporto na Área Metropolitana de Lisboa. Fomos nós que levantámos esse tema e a conclusão foi acabar com o estudo de impacto ambiental. Dois dias depois surge uma decisão que evita a escolha que se ia fazer. É bizarro", considera o líder da IL.

Relativamente à eventualidade da renegociação dos contratos com a ANA, "a IL faz questão de perceber exatamente o que estará em causa".

Cotrim Figueiredo admite ainda que a IL utilizará "todos os instrumentos que estiverem à nossa disposição para esclarecer" a decisão.

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Solução pelo campo de tiro "que é de Benavente" já era a correta há 14 anos

O presidente da câmara de Benavente assinala que a câmara defendia, desde 2008, que a decisão pelo campo de tiro de Alcochete - "que é de Benavente" - era a medida "correta para podermos ter uma infraestrutura aeroportuária que possa responder ao que são as necessidades do futuro".

Em declarações à TSF, Carlos Coutinho assinala, no entanto, que "andámos cerca de 14 anos numa situação que não compreendemos" e, perante uma grande dificuldade, o Governo viu-se na necessidade de decidir de forma "que parece correta".

Ventura recebe notícia com "surpresa" e ataca Pedro Nuno Santos

O líder do Chega, André Ventura, admite que recebeu a notícia da solução para o novo aeroporto de Lisboa com "alguma surpresa".

"Desde logo porque tinha ouvido o ministro das Infraestruturas dizer em março que não era viável a solução de Alcochete. E no ano passado disse que uma solução gradual não era viável", explica o líder do Chega.

E ataca: "Fico na dúvida se Pedro Nuno Santos ainda é o ministro das Infraestruturas."

Andre Ventura lembra que "está um processo de avaliação ambiental em curso" que foi coordenado com a Assembleia da República.

"É um desrespeito ao Parlamento que o Governo unilateralmente decida quebrar essa avaliação e decida fazer o que acaba de acontecer", lamenta o deputado do Chega.

O deputado avisa ainda que houve empresas de avaliação ambiental que tinham ganho concursos: "Provavelmente vamos ter de pagar indemnizações."

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Autarca do Seixal saúda escolha de Alcochete, mas questiona "obsessão com o Montijo"

O presidente da câmara municipal do Seixal, Joaquim Santos, defende em declarações à TSF que, com esta decisão, o Governo reconhece que a melhor solução e a de "futuro para o país" é a de Alcochete, mas acusa o executivo de ter uma obsessão por construir algo no Montijo.

"Ninguém compreende porque é que não se avança já, numa primeira fase, em Alcochete com os 600 milhões de euros que se prevê investir na pista do Montijo", assinala Joaquim Santos.

O investimento no Montijo, assinala, terá impacto sobre as populações dado que "a construção da pista irá afetar de forma direta as populações do Seixal, Quinta do Conde, Sesimbra, Azeitão, Setúbal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete", a que se juntam as consequências do voo a baixa altitude dos aviões, com "ruído e poluição".

O autarca do Seixal defende que, se esta pista "poderia ser feita como primeira fase de Alcochete", é preciso perguntar a Costa e a Pedro Nuno Santos qual a razão "desta obsessão com o Montijo".

Joaquim Santos conta que esteve há poucas semanas em Fernão Ferro, "freguesia fortíssimamente afetada pela pista do Montijo, se for construída", onde ouviu as preocupações da população que está "contra esta possibilidade" por conhecer a situação causada em Lisboa, em termos de conforto, pela descolagem e aterragem de aviões.

"Rolo compressor da maioria absoluta." PAN fala de desrespeito pelas câmaras e Parlamento

Pelo PAN, Inês de Sousa Real identifica a decisão por Alcochete como um "claro exemplo do receio em relação ao rolo compressor da maioria absoluta".

A líder do PAN argumenta que está aberto o caminho a uma opção "que tem sido fortemente contestada pelas organizações não governamentais do ambiente, pelos próprios órgãos reguladores, pelos municípios afetados e pelos partidos da oposição".

Sousa Real fala de um "desrespeito pelos pareceres" das câmaras face a uma opção "duplamente gravosa de Montijo mais Alcochete" e de um "total desrespeito pela resolução da Assembleia da República de recomendar ao Governo a realização de uma avaliação de impacto ambiental estratégico", que o partido identifica como "fundamental".

Numa semana em que se discute o futuro dos oceanos e a sustentabilidade, "aqui fica um exemplo claro do que não fazer, ou seja, passar por cima da avaliação de impacto ambiental estratégico".

A líder do PAN alerta mesmo que, no caso do Montijo, vai ser colocada em causa a zona que tem espécies protegidos e a pista, "com a subida do nível médio das águas, vai ficar debaixo de água".

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Livre acusa Governo de estar a trocar "o certo pelo incerto"

Pelo Livre, Rui Tavares começa por gracejar que parece já não se falar de aeroportos, mas sim de cogumelos, "porque aparentemente eles multiplicam-se com grande velocidade". Assim, tal como com os cogumelos, "é preciso saber escolher bem".

O deputado único do partido assinala que, a acontecer, esta seria a "primeira avaliação ambiental estratégica em meio século de discussão" sobre o novo aeroporto e explica que na Comissão de Economia "têm ficado cada vez mais claros os impactos ambientais negativos da solução Montijo e os eventuais impactos ambientais positivos da solução Alcochete", que "tem os solos contaminados", algo que aumenta os custos associados à construção.

"O próprio LNEC disse aqui na Assembleia da República que o que é caro é descontaminar os solos de Alcochete, coisa que provavelmente vamos ter de fazer se a diretiva-quadro dos solos da União Europeia passar, podemos ter os gastos à mesma e não ter o aeroporto", alerta.

Rui Tavares acusa o Governo de estar a trocar "o certo pelo incerto" ao avançar já com algo "negativo" do ponto de vista ambiental "em troca de, eventualmente, mais à frente termos um aeroporto ambientalmente mais seguro".

"Ou seja, danificar já o ambiente para talvez, no futuro, fazer o aeroporto que seria a escolha ambiental mais certa", uma opção que, defende, revela "uma certa desorientação" da parte do Governo.

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"Não entendo os ziguezagues." Rio lembra que é preciso "alterar a lei" para que aeroporto do Montijo avance

Rui Rio, do PSD, lembra que, para que a obra do aeroporto do Montijo "seja necessária", é necessário "alterar a lei", porque "na lei atual, basta um presidente da câmara que se oponha" para a inviabilizar e, por isso, a obra, "neste momento não é viável".

O líder dos sociais-democratas assume que a lei em vigor "é exagerada" e se disponibilizou, durante o mandato como opositor, a mudá-la.

Rio recusou comentar o futuro da obra por estar a terminar o período como líder do PSD, mas criticou "os ziguezagues" do Governo durante o período anterior à decisão.

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Autarca do Montijo diz que começa a cumprir-se a "ambicionada cidade das duas margens"

Em declarações à TSF, o presidente da câmara do Montijo, Nuno Canta, assinala que com estas escolhas pode começar a resolver-se o "problema da grande assimetria entre as duas margens", com o rendimento per capita da margem Norte a ser neste momento "o dobro" do da margem Sul.

"Temos muitos problemas a resolver e estas infraestruturas, através dos grandes investimentos públicos, são fundamentais para conseguirmos reduzir esta assimetria na região de Lisboa e construir a ambicionada cidade das duas margens", explica.

Está também prevista a construção de ligações entre o Barreiro e o Montijo e entre o Barreiro e o Seixal, "pontes previstas e que se concretizarão em conjunto com esta infraestrutura aeroportuária".

Apesar da construção do novo aeroporto, o equipamento "vai continuar a funcionar como base aérea em articulação, como estava previsto, com a solução civil".

BE acusa Governo de estar "a brincar com o país" no processo da construção do aeroporto de Alcochete

Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, acusou o Governo de estar "a brincar com o país", com o parlamento e o clima no processo de construção de dois novos aeroportos na Área Metropolitana de Lisboa.

A deputada recordou a "avaliação ambiental estratégica", que foi "aprovada no parlamento", mas revela que a mesma "foi abandonada", visto que vai começar "imediatamente a construção do aeroporto" do Montijo.

Para o Bloco de Esquerda, o plano da construção de dois aeroportos a médio prazo "é um crime ambiental" e "não pode ser compreendido" pelos portugueses.

Os bloquistas, numa carta direcionada ao ministro da Habitação e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, pediram uma audição para esclarecer uma medida "em contramão" com o compromisso do Governo.

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"Não é credível." PCP critica construção de aeroporto do Montijo como apoio à Portela

A deputada do PCP, Paula Santos, criticou a decisão de acelerar a construção do aeroporto do Montijo como apoio à Portela.

"Há muito que está a decisão está tomada, da saída do aeroporto da cidade de Lisboa", reforçou, recordando a opção do Parlamento de construir a infraestrutura aeroportuária no Campo de Tiro de Alcochete.

"É a solução que deve avançar", considera a deputada comunista, "e de forma faseada, tal como estava previsto".

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Luís Montenegro "não foi informado de nada" sobre planos do Governo para novo aeroporto

​​​​​​​O presidente eleito do PSD, Luís Montenegro, "não foi informado de nada" sobre os planos do Governo para o novo aeroporto, disse esta quarta-feira à Lusa fonte próxima do antigo líder parlamentar.

O Governo decidiu avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passa por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2023 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o aeroporto Humberto Delgado.

Questionado pela Lusa se Luís Montenegro, que entrará em funções plenas no domingo, no final do Congresso do PSD, tinha sido informado destes planos do Governo, fonte próxima respondeu que "não foi informado de nada".

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Alcochete vai ser o novo aeroporto de Lisboa, mas só em 2035. Montijo será provisório de apoio à Portela

O Governo decidiu avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passa por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o aeroporto Humberto Delgado.

Segundo o Ministério das Infraestruturas, o plano passa por acelerar a construção do aeroporto do Montijo, uma solução provisória para responder ao aumento da procura em Lisboa, complementar ao aeroporto Humberto Delgado, até à concretização do aeroporto em Alcochete, que aponta para 2035.

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