BE fala no Orçamento do "afinal não". "Este não foi o Orçamento da maioria absoluta de diálogo"

Catarina Martins diz que o Orçamento fica "pouco diferente", comparando com a primeira versão, com a maioria socialista a aprovar apenas "estudos que ninguém sabem quem os faz".

PorFrancisco Nascimento
© Lusa

A coordenadora do BE, Catarina Martins, sublinhou esta sexta-feira, durante a intervenção no debate para a votação final global do Orçamento do Estado para 2022 que "não há diálogo" e lembra que o Governo sempre anunciou que o Orçamento "era o mais à esquerda de sempre".

"O galopar dos preços está a cortar salários e pensões de forma bem real e nada transitória. Só os salários é que encolhem", diz.

Catarina Martins diz que o Governo "opta por deixar à solta quem faz milhões a especular" e sublinha que, durante a pandemia, "surgiu um novo milionário a cada 30 horas.

"Afinal não melhora os rendimentos, afinal não protege o Estado Social, afinal não há diálogo na maioria absoluta. Nada que nos surpreenda", admite.

O BE reforça que "o mesmo sucede nos serviços públicos", como no Serviço Nacional de Saúde, onde os hospitais continuam sem poder contratar: "Muito Estado liberal, pouco Estado social".

A deputada acrescenta que a transição climática também "continua sem plano", assim como na habitação, "onde apenas continuam os vistos gold".

"Muito liberal, pouco Estado social", atira.

A deputada diz que o Orçamento fica "pouco diferente", comparando com a primeira versão, com a maioria socialista a aprovar apenas "estudos que ninguém sabem quem os faz".

"Afinal não. Este não foi o Orçamento da maioria absoluta de diálogo", acrescenta.

Catarina Martins termina dizendo que "os aplausos da maioria não substituem o confronto com a realidade", com uma avaliação que será feita "pelo país nos próximos meses".

Catarina Martins diz que a receita fiscal vai aumentar com a inflação, ou seja, "o velho mantra de fazer mais com menos".

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