Há pelo menos 12 anos que não se vendiam tantas casas por tanto dinheiro

No segundo trimestre venderam-se quase 53 mil imóveis para habitação, num valor total de 8,6 mil milhões de euros. Os dois valores são recordes desde que há registo.

PorHugo Neutel
© Artur Machado/Global Imagens (arquivo)

Entre abril e junho foram vendidas 52.855 habitações em Portugal, num valor total de cerca de 8,6 mil milhões de euros. Os valores foram publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e não apenas recuperam os valores pré-pandemia como constituem recordes desde que os registos foram iniciados em 2009.

O valor global das transações de 8,6 mil milhões de euros representa uma subida de 66% face ao registado um ano antes, enquanto o número de operações cresceu 58%.

As vendas de alojamentos em segunda mão totalizaram 7 mil milhões de euros, enquanto as de casas novas valeram 1,6 mil milhões.

O preço médio atingiu cerca de 162 mil euros, num aumento de 6,6% face ao mesmo período do 2020. O crescimento beneficia da comparação com o trimestre mais duro do confinamento, logo no início da pandemia - o chamado efeito de base. Entre abril e junho de 2020, foram comprados 33.398 alojamentos (valor mais baixo desde 2016) no valor de 5,1 mil milhões de euros (é preciso recuar a 2017 para encontrar uma soma mais curta).

O preço das casas novas subiu 6,9%, mais do que os 6,5% das vendidas em segunda mão.

Um terço das transações aconteceu na Área Metropolitana de Lisboa. A região Norte concentrou 28% do total, o Centro teve 20%, o Algarve 7,6%, e o Alentejo 7,3%.

As regiões autónomas da Madeira e dos Açores foram responsáveis cerca de 2% cada.

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