Mais portugueses sentem os efeitos da guerra: 75% notam menos poder de compra

A sondagem da Aximage, para TSF-JN-DN, mostra que 82% dos inquiridos sentem os efeitos da guerra na Ucrânia. Uma subida de mais de 20 pontos desde março.

PorFrancisco Nascimento
© José Coelho/Lusa

Com o aumento dos preços dos produtos alimentares e da energia, como efeitos secundários da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, há uma subida substancial dos portugueses que sentem os efeitos do leste da Europa: o valor está agora nos 82 por cento, quando em março era de 59 por cento. Entre aqueles que dizem sentir os efeitos da guerra, 75 por cento admitem que o poder de compra diminuiu e 16 por cento dizem mesmo que deixaram de comprar alguns produtos e bens.

Quanto aos que não sentem os efeitos secundários da guerra, eram 41 por cento, em março, um número que desceu para os 18 por cento de inquiridos, em maio.

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A sondagem regista uma subida na avaliação positiva da NATO, os inquiridos satisfeitos são agora 56 por cento, contra 15 por cento de insatisfeitos, traduzindo uma redução de 12 pontos percentuais. A maioria dos inquiridos mantém o apoio à decisão da Aliança Atlântica de não intervir diretamente na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Ainda assim, entre aqueles que defendem uma maior intervenção da NATO, existe um aumento dos inquiridos que são contra o envio de tropas para a guerra. Em abril eram 14 por cento, agora 20 por cento não querem que Portugal envie militares para a Ucrânia.

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Duração da guerra? Portugueses acreditam que será mais de um ano

Já sobre a confiança nos líderes europeus para a resolução do conflito, regista-se um aumento: de 24 por cento em abril, para 29 por cento em maio. No entanto, há uma subida gradual dos inquiridos que acreditam numa guerra prolongada, já que 39 por cento acreditam que a guerra vai demorar mais de um ano, na maior subida entre todas as outras opções.

Quanto à ajuda adicional ao povo ucraniano, os valores mantém-se praticamente inalterados, com 55 por cento dos portugueses a admitirem que a ajuda tem sido suficiente.

Entre quem pensa de forma contrária, 54 por cento pedem sanções ainda mais severas à Rússia no plano financeiro e económico. Já 34 por cento defendem a suspensão da compra de carvão, petróleo e gás à Rússia, independentemente das consequências na economia europeia.

A guerra merece o acompanhamento diário de 62 por cento dos inquiridos que recorrem, sobretudo, à televisão e às redes sociais. Há 48 por cento de inquiridos que considera a informação "suficiente", mas para 35 por cento é "excessiva".

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Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, JN e DN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a guerra na Ucrânia. O trabalho de campo decorreu entre os dias 19 e 24 de maio. Foram recolhidas 805 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,45%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

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